Governo pede rapidez na execução de projetos de estabilização de emergência

O secretário de Estado das Florestas e do Desenvolvimento Rural pediu rapidez aos municípios na execução de projetos de estabilização de emergência de solos atingidos pelos incêndios de 2017

“Nós temos nas duas Comunidades Intermunicipais (CIM) que visitei, a CIM Dão Lafões e a CIM Beiras e Serra da Estrela, 6,5 milhões de euros para projetos de estabilização de emergência, com baixa execução”, disse o governante.

Miguel Freitas, que falava aos jornalistas na Guarda, no final de uma reunião com a CIM Beiras e Serra da Estrela, disse que o Governo está a procurar fazer com que, “com rapidez”, os municípios das duas comunidades, as organizações de produtores florestais e os baldios “possam lançar os concursos para executar essas candidaturas”.

“São candidaturas complexas, de valores elevados, algumas delas no valor de um milhão de euros”, observou.

Segundo o secretário de Estado das Florestas, o objetivo do Governo é que a partir do inverno seja feita a execução “de uma parte” das candidaturas que ajudarão não apenas a estabilizar linhas de água, a “fazer barreiras para estabilizar enxurradas em zonas muito declivosas”, como “para limpar uma parte daquilo que é material queimado e fazer a sua trituração e incorporação no solo”.

Segundo o governante, no encontro hoje realizado na Guarda e na terça-feira em Tondela, Viseu, foram também discutidas as faixas de interrupção de combustível.

“Temos entre estas duas comunidades cerca de 800 quilómetros de faixas de interrupção de combustível para executar, dos quais estarão feitas cerca de metade”, apontou.

Após as duas reuniões, o responsável admitiu que até novembro será executada “uma boa parte daquilo que falta” em matéria de execução de faixas de interrupção de combustível da rede primária de defesa da floresta contra incêndios.

Miguel Freitas observou ainda que a comunidade Beiras e Serra da Estrela, constituída por 15 municípios, sendo 12 do distrito da Guarda (Almeida, Celorico da Beira, Figueira de Castelo Rodrigo, Fornos de Algodres, Guarda, Gouveia, Manteigas, Meda, Pinhel, Seia, Sabugal e Trancoso) e três do distrito de Castelo Branco (Belmonte, Covilhã e Fundão), foi aquela que no cômputo nacional mais faixas de interrupção de combustível executou, com “cerca de 250 quilómetros”.

O governante disse ainda aos jornalistas que os municípios foram este ano “as grandes entidades que contribuíram para que o território estivesse melhor preparado” para os incêndios rurais e que o trabalho é para prosseguir.




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