Beiras e Serra da Estrela elaboram Plano de Adaptação às Alterações Climáticas

A Comunidade Intermunicipal das Beiras e Serra da Estrela (CIM-BSE) apresentou hoje, na Guarda, o Plano Intermunicipal de Adaptação às Alterações Climáticas (PIAAC), que visa capacitar o território para responder “de forma célere” aos impactos das alterações.

Segundo o presidente da CIM-BSE, Carlos Filipe Camelo, o plano, que foi hoje apresentado numa sessão realizada no auditório dos Serviços Centrais do Instituto Politécnico da Guarda (IPG), apresenta um conjunto de opções que permitem aos municípios abrangidos “responder de forma célere aos impactos das alterações climáticas”.

A CIM-BSE é constituída por 15 municípios: 12 do distrito da Guarda (Almeida, Celorico da Beira, Figueira de Castelo Rodrigo, Fornos de Algodres, Guarda, Gouveia, Manteigas, Meda, Pinhel, Seia, Sabugal e Trancoso) e três do distrito de Castelo Branco (Belmonte, Covilhã e Fundão).

O PIAAC foi elaborado pela Comunidade Intermunicipal no âmbito de uma candidatura ao POSEUR – Programa Operacional Sustentabilidade e Eficiência no Uso de Recursos.

De acordo com Carlos Filipe Camelo, através do documento pretende-se “aumentar a consciencialização sobre as alterações climáticas e os seus impactos”, e “definir as medidas a adotar com vista à minimização dos efeitos das alterações climáticas”.

O plano procura ainda “estabelecer um roteiro estratégico que facilite a adaptação da região das Beiras e Serra da Estrela aos riscos climáticos, assim como colocar as ameaças decorrentes dos riscos climáticos na agenda pública”.

Elsa Nunes, da equipa que elaborou o PIAAC, disse que o mesmo tem quatro objetivos principais: conhecer e caracterizar; possibilitar a redução da vulnerabilidade e aumentar a capacidade de resposta (aumentar a resiliência do território); informar, participar, sensibilizar e divulgar; e cooperar a nível nacional e internacional.

Quanto a desafios, assumiu, entre outros, “integrar a adaptação às alterações climáticas nos processos de planeamento e decisão”, “sensibilizar os agentes locais” e “aumentar a capacidade de incorporação de medidas de adaptação e mitigação nos instrumentos de planeamento”.

A responsável indicou que o plano reconhece vários setores vulneráveis, como saúde e segurança de pessoas e bens, transportes, infraestruturas e energia, governação e ordenamento do território, agricultura, florestas, recursos hídricos e biodiversidade.

Como opções de adaptação do território às alterações climáticas são sugeridas propostas relacionadas, por exemplo, com a melhoria do uso eficiente de água e a redução de desperdícios.

Aumentar o aproveitamento das águas pluviais em zonas urbanas e criar alternativas complementares de armazenamento de água e possibilitar a utilização de águas residuais para usos compatíveis com a sua qualidade, são outras das ideias.

António Ruas, secretário executivo da CIM-BSE, disse na sessão de abertura dos trabalhos que o PIAAC “é um plano dinâmico que está aberto a sugestões e melhorias”.

O presidente do IPG, Joaquim Brigas, referiu que a elaboração do plano “merece os maiores elogios” e que a instituição que lidera está disponível para participar na sua implementação e desenvolvimento.




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