“A Comunidade Intermunicipal Região Beiras e Serra da Estrela [CIMRBSE] tem de ser o motor da região, a verdadeira locomotiva da cooperação intermunicipal, e tem que ter outra imagem, ser mais aberta à sociedade, às empresas e às instituições de ensino, mas também tem de ser exemplo de modernidade, inovação e desenvolvimento”, afirmou à agência Lusa Carlos Condesso.
O autarca social-democrata de Figueira de Castelo Rodrigo, de 51 anos, foi eleito presidente da CIMRBSE, por unanimidade, na primeira reunião do Conselho Intermunicipal – composto pelos 15 presidentes das câmaras municipais que integram a Comunidade – após as autárquicas e realizada a 28 de novembro, na Guarda.
Por unanimidade, foram também eleitos o independente Flávio Massano (Manteigas) e o socialista Luciano Ribeiro (Seia) para vice-presidentes e reconduzido António Miraldes como secretário-executivo da CIMRBSE.
Uma votação que o sucessor de Luís Tadeu, ex-edil de Gouveia, diz ser um exemplo da união que vai nortear um mandato que termina em 2029.
“Passadas as eleições, metemos os partidos de parte e o território acima de tudo. Os autarcas foram todos responsáveis, soubemos chegar a uma solução, elegendo logo o presidente, os vices e o secretário-executivo por unanimidade. O que pensariam de nós os mais de 200 mil habitantes desta região se não nos conseguíssemos entender”, assinala.
Entre as prioridades de Carlos Condesso, está acabar com “a imagem de que nada acontece nas Beiras e Serra da Estrela, que veio do passado”.
“Estes autarcas têm uma nova visão e querem efetivamente fazer avançar este território, arregaçando as mangas, inovar, mover esta região cheia de potencialidades e de gente que tem valor e faz acontecer”, assume.
O recém-eleito presidente da CIMRBSE realça haver oito novos presidentes em funções, que trazem “sangue novo, outra visão, garra, querer, determinação e união” para trabalhar pelo desenvolvimento das Beiras e Serra da Estrela.
Aumentar a coesão intermunicipal, promover o desenvolvimento económico, resolver os problemas de mobilidade regional, incentivar o empreendedorismo e aproveitar “ao máximo” os fundos comunitários, são outras prioridades para os próximos quatro anos.
O social-democrata tenciona, também, reforçar a cooperação transfronteiriça com a região espanhola de Castela e Leão, um mercado com “enormes potencialidades” para as Beiras e Serra da Estrela.
Do lado de cá da fronteira, o autarca destaca atrativos como a Serra da Estrela, as Aldeias Históricas, as Aldeias do Xisto e as Aldeias de Montanha, o turismo termal e o enoturismo, proporcionado pelos vinhos da Beira Interior, Douro e Dão.
“É preciso cativar para este território riquíssimo os milhares de turistas que chegam a Barca d’Alva [no concelho de Figueira de Castelo Rodrigo], pelo Douro”, exemplifica.
Carlos Condesso considera também que a região tem, “como ninguém”, turismo de natureza e de sossego, a que chama os “luxos do século XXI”.
O responsável garante ainda que não será um “mero espetador” relativamente aos acontecimentos que afetem a região.
Ainda a inteirar-se dos dossiers, o presidente da CIMRBSE diz haver falta de funcionários nalgumas áreas técnicas por causa das competências da Comunidade Intermunicipal.
E exemplifica: “Os ITI [investimentos territoriais integrados] precisam de uma avaliação célere e serem aprovados com rapidez para que o dinheiro chegue à economia real”.
A CIM Região Beiras e Serra da Estrela, com sede na Guarda, é constituída por 15 municípios, sendo 12 do distrito da Guarda (Almeida, Celorico da Beira, Figueira de Castelo Rodrigo, Fornos de Algodres, Guarda, Gouveia, Manteigas, Meda, Pinhel, Seia, Sabugal e Trancoso) e três do distrito de Castelo Branco (Belmonte, Covilhã e Fundão).






