CIM-BSE inaugura sistema de videovigilância para deteção de incêndios rurais

A cerimónia de inauguração Sistema de Acompanhamento Remoto e Apoio à Decisão Operacional (SARADO) decorreu esta manhã no Comando Distrital de Operações de Socorro (CDOS) da Guarda e contou com a presença do Ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita.

O ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita, considerou hoje “fundamental” a aposta em instrumentos de videovigilância para “aumentar a capacidade de apoio à decisão” e o combate aos incêndios rurais.

Eduardo Cabrita presidiu hoje, dia 24 de julho, à inauguração do sistema de videovigilância que consiste na colocação de 17 torres com câmaras de vigilância com alcance de mais de 30 quilómetros, que cobrem a quase totalidade do território da Comunidade Intermunicipal e estão ligadas a centros de gestão e controlo, localizados na Guarda e em Castelo Branco.

O SARADO, que foi lançado em 2018 e que representou um investimento superior a 900 mil euros, foi apoiado por fundos da União Europeia, no âmbito de uma candidatura apresentada pela CIM-BSE, que tem sede na Guarda.

Segundo o presidente do Conselho Intermunicipal da CIM-BSE, Carlos Filipe Camelo, o SARADO “tem como objetivo dotar os agentes de proteção civil de mecanismos que possibilitem uma intervenção mais rápida na verificação de riscos de incêndio e um apoio à decisão mais eficiente no combate aos fogos rurais”.

“Instrumentos como este, instrumentos que permitem melhorar a vigilância, aumentar a capacidade de apoio à decisão, para que o combate, quando necessário, possa ser feito de imediato, reduzindo o risco, reduzindo a probabilidade de os incêndios ganharem grande dimensão, é fundamental”, afirmou o ministro da Administração Interna na cerimónia de inauguração do SARADO, realizada no Comando Distrital de Operações de Socorro (CDOS) da Guarda.

Na sua intervenção, Eduardo Cabrita referiu que modelos do mesmo tipo já estão a funcionar na Beira Baixa, no Médio Tejo, na Lezíria do Tejo e na região de Leiria.

“Trabalhos semelhantes estão em fase adiantada de realização no Algarve, em Coimbra, em Viseu Dão-Lafões, no Tâmega e Sousa, no Alto Minho, na área metropolitana do Porto e na área metropolitana de Lisboa”, apontou.

O governante disse ainda que as autarquias “são fundamentais” na parceria e que estão em causa cerca de 10 milhões de euros de investimento, apoiado por fundos europeus que o Estado “decidiu canalizar para esta prioridade” e que “permitirão ter mais segurança” a nível nacional.

A CIM-BSE, com sede na Guarda, é constituída por 15 municípios: 12 do distrito da Guarda (Almeida, Celorico da Beira, Figueira de Castelo Rodrigo, Fornos de Algodres, Guarda, Gouveia, Manteigas, Meda, Pinhel, Seia, Sabugal e Trancoso) e três do distrito de Castelo Branco (Belmonte, Covilhã e Fundão).

O que é o SARADO?

O SARADO é um sistema de vigilância em tempo real, que funciona durante 24 horas por dia e 365 dias por ano. Implica a instalação de 17 torres metálicas com uma altura variável entre nove e 30 metros, que sustentam uma câmara de vídeo que gira a 360 graus, de forma continua e automática. Estas são alimentadas de forma autónoma através de painéis solares ou, quando não é possível, através de energia elétrica da rede, tendo ainda baterias de reserva que entram em funcionamento caso exista uma falha no abastecimento.

As torres estão colocadas em zonas estratégicas do território e têm um alcance até 30 quilómetros, o que permite monitorizar em tempo real a quase totalidade do território abrangido por esta Comunidade Intermunicipal, que inclui 15 municípios com risco de incêndio elevado.

Para garantir a segurança do equipamento, as torres estão instaladas numa zona delimitada por uma vedação metálica, num terreno com cerca de 16 metros quadrados, que está monitorizado por uma câmara de vigilância que recolhe imagens de possíveis intrusões, roubos e atos de vandalismo.

As imagens das câmaras instaladas no topo das torres são transmitidas em tempo real para uma estação de trabalho, que consiste num videowall instalado nos CDOS da Guarda e de Castelo Branco, bem como nos dois comandos territoriais distritais da GNR destes dois distritos.

Nestas centrais de monitorização, o operador pode parar o modo automático de cada uma das câmaras e direcionar a mesma ou fazer zoom sobre áreas em que se registem atividades suspeitas, como a visualização de chamas ou de fumo.

Para além deste sistema, estão também a ser instaladas, de forma experimental, em três destas torres uma segunda câmara com deteção automática, que permitem ampliar a eficácia do sistema em zonas de menor visibilidade. Estas têm um alcance de cerca de 15 quilómetros e disparam um alarme que alertam os operadores da central de monitorização no caso de registarem imagens suspeitas.

 




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