Turismo Centro pede ao ICNF para reparar estradas “em estado deplorável” de acesso a praias interiores

O presidente da Turismo do Centro alertou hoje o Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) para a necessidade de reparar rapidamente as estradas de acesso às praias fluviais mais procuradas no centro do país.

“As acessibilidades a muitas das joias naturais do centro do país, sob responsabilidade do ICNF, estão num estado deplorável, pondo em causa o esforço que está a ser feito por todos para promover o turismo interno, sobretudo em territórios de baixa densidade”, queixa-se Pedro Machado.

O presidente da Turismo do Centro dá como exemplo o acesso à Lagoa do Vale do Rossim, “um pequeno paraíso” na Serra da Estrela, situada entre os concelhos de Seia, Manteigas e Gouveia.

“Os acessos por Seia ou por Manteigas estão em estado que pode ser considerado deplorável”, lamenta Machado, lembrando que a época balnear começa já no dia 06 de junho por decisão do Governo.

A Turismo do Centro lançou esta semana a campanha promocional “Chegou o Tempo” com o foco no mercado nacional, descrita como “patriótica e inspiradora”.

A campanha tem como mote “Quando foi a última vez que fez algo pela primeira vez?” e tem como meios de suporte a televisão, redes sociais e outras ações de marketing digital. Será orientada para férias tranquilas, na natureza, para turistas nacionais que viagem em família ou pequenos grupos.

As praias fluviais em zonas do interior são um dos destaques da campanha, opção reforçada pelo facto de 26 das 38 praias fluviais distinguidas esta semana com a Bandeira Azul ficarem situadas no Centro de Portugal.

“Faço daqui um apelo ao ICNF para que colabore neste esforço de todos para recuperar o turismo e a economia, reparando as estradas que estão sob a sua responsabilidade”, diz Machado.

O presidente da Turismo do Centro apela ainda aos autarcas da região que contribuam para o regresso dos turistas e da economia local associada, através da manutenção de pistas cicláveis, ecovias, percursos pedestres, trilhos de Natureza e outras estruturas do género que foram sendo construídas nos últimos anos, na maior parte dos casos com apoios comunitários significativos.

“Temos a obrigação de preparar tudo para receber os visitantes”, argumenta Machado.




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