Pontes de Esparguete da UBI com novo recorde e vencedor “antigo”

A construção de Marco Canário suportou 167 quilos e o engenheiro eletromecânico formado na UBI alcançou o sexto recorde e oitava vitória no certame.

Marco Canário voltou a exceder as expectativas na edição deste ano do Concurso “Humberto Santos” de Pontes de Esparguete, a XIV. Em 2013, alcançara o recorde de 145,6 quilos. Este ano repetiu a façanha e acrescentou mais 21,4 quilos à marca anterior. Uma proeza tendo em conta que o objeto que suportou todo este peso é uma construção que não ultrapassa 350 gramas, construída com esparguete e cola.

“Como é possível?”. A pergunta foi colocada no final do concurso que foi uma vez mais ganho pelo antigo aluno de Engenharia Eletromecânica da Universidade da Beira Interior (UBI). Resposta imediata: “Até eu estou chocado…”.

Marco Canário, com este triunfo – alcançado na quarta-feira, dia 26 – totaliza oito vitórias, seis delas com recorde da prova. Desde 2008 que constrói a ponte mais resistente e já se podem considerar longínquos os tempos em que o propósito era ultrapassar pouco mais do que uns “meros” 108 quilos.

Em 2013 alterou o desenho, porque estava a tentar passar essa marca “há dois ou três anos”. “Mesmo com uma ponte que saiu toda torta, consegui o recorde de 145,6 quilos. Desta vez baseei-me na mesma ponte, mas com as medidas mais perfeitas e mesmo assim partiu-se uma barra a caminho de cá. Por isso estou chocado”, salienta.

Uma vez mais a sala encheu para assistir a uma tarde onde estiveram 31 pontes a concurso. Os 167 quilos da construção de Marco Canário são uma marca que atinge mais do dobro do alcançado pelo segundo classificado, Manuel Almeida (Engenharia Eletromecânica), que conseguiu 82,39 quilos. Muito perto – com 81,7 quilos – ficou José Cardoso (Engenharia Aeronáutica), o terceiro posicionado.

Pedro Dinis acredita que ainda é possível aumentar a carga. “Mas não muito mais”, prevê o docente da UBI que é o principal rosto da organização do certame que já é uma tradição na instituição. “Se tal acontecer, muito bem. É sem dúvida a arte aplicada à engenharia, mas a arte de fazer. O design, o projeto da estrutura, aliado à boa construção, dão este resultado e é assim que esperamos ver nos próximos anos”, acrescenta, salientando “o desenvolvimento de estruturas, numa prática que tenta cativar os alunos de uma maneira bastante simples para uma realização que é um feito de engenharia”.

Na categoria de Estética, que este ano juntava também as pontes que estavam no concurso de Resistência, os três primeiros lugares foram para o vencedor Adriano Andrade, de Engenharia Aeronáutica, Rui Cruz, de Arquitetura, e José Cardoso, de Engenharia Aeronáutica, segundo e terceiro, respetivamente.

No próximo ano o Concurso que homenageia Humberto Santos, o precursor da iniciativa, deverá ter lugar no início de dezembro, integrado no ICEUBI2015 – International Conference on Engineering, que decorre entre os dias 2 e 4, como anunciou João Lanzinha, vice-presidente da Faculdade de Engenharia.

A organização do Pontes de Esparguete não espera mais do que o sucesso habitual ao nível do envolvimento dos alunos. “Toda esta participação na atividade, que é extracurricular, deixa-nos muito satisfeitos. E é isso que nos faz continuar. E por isso é que estamos na 14ª edição e hoje quase que posso garantir que iremos à 15ª e por aí fora”, salienta Pedro Dinis.

Este ano, o certame fez parte das II Jornadas de Engenharia Eletrotécnica e de Computadores, organizadas pelo ELECTRUBI – Núcleo de Estudantes de Engenharia Eletrotécnica que contribuiu com a construção de uma réplica em esparguete da Tower Bridge londrina que não esteve, naturalmente, a concurso.


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