Água da chuva “limpa” milhões aos municípios

A Beira Interior paga tarifas de água e saneamento das mais elevadas do país. Fundão, Penamacor e Belmonte receiam impacto da dívida à Águas do Zêzere e Côa na sustentabilidade financeira dos municípios.

É preciso separar as águas. A expressão ganha cada vez mais sentido entre os autarcas dos municípios que integram o Sistema Multimunicipal de Abastecimento de Água e de Saneamento do Alto Zêzere e Côa (AZC), criado em julho de 2000 para melhorar a resposta às populações no que diz respeito ao abastecimento de água e ao tratamento de águas residuais.

Catorze anos depois, o entusiasmo inicial já deu lugar à apreensão e as faturas da água e do saneamento (tratamento de águas residuais) são uma forte dor de cabeça para os autarcas. A apreensão é generalizada na Cova da Beira e os autarcas dos municípios do Fundão, de Penamacor e de Belmonte são unânimes: as tarifas são “incomportáveis” e têm de ser revistas.




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