PSD justifica abstenção no orçamento de Seia pelo esforço da redução de despesa

A autarquia de Seia, no distrito da Guarda, tem um orçamento para 2020 no valor de 27,2 milhões de euros, o que representa um crescimento de 9,2% relativamente ao de este ano.

A vereadora do PSD na Câmara Municipal de Seia, Fabíola Figueiredo, justificou a abstenção na votação do orçamento municipal para 2020 por considerar que “existiu algum esforço em procurar reduzir despesas”.

A autarquia de Seia, no distrito da Guarda, tem um orçamento para 2020 no valor de 27,2 milhões de euros, o que representa um crescimento de 9,2% relativamente ao de este ano.

“Apesar de este orçamento muito ser sobreponível com o anterior, fruto obviamente de todo o passivo feito pelo Governo Socialista até aqui e de opções de investimento que na sua maioria não se coadunam com as nossas, consideramos que, em relação ao orçamento 2019, existiu algum esforço em procurar reduzir despesas, nomeadamente ao nível da logística camarária existente atualmente relacionada com os recursos físicos e humanos”, justificou a vereadora do PSD à agência Lusa.

Segundo Fabíola Figueiredo, verifica-se ainda “um incremento orçamental no apoio à captação de tecido empresarial, apesar de ainda longe do desejável, nomeadamente no incentivo aos jovens a este nível”.

Acrescenta que o PSD “analisa sempre a sua posição de forma construtiva orçamento a orçamento”, pois “o seu compromisso é, acima de tudo, com a população do concelho de Seia”.

“No entanto, como salientámos, uma fatia assinalável do orçamento continua a englobar consultadoria e trabalhos especializados e outros, que sabemos ser difícil discernir a que se destinam exatamente. Igualmente uma fatia importante dos projetos a concretizar têm os fundos comunitários como principal apoio. Apesar do PSD em vários deles ter assinalado os défices de concretização e dúvidas futuras de retorno económico estrutural, são projetos a não recusar o seu desenvolvimento apenas porque estamos na oposição, pois também possuem características positivas”, refere.

O orçamento municipal da autarquia presidida por Carlos Filipe Camelo (PS) foi aprovado por maioria na reunião do executivo de terça-feira, com o voto contra do movimento independente Juntos Pela Nossa Terra (JPNT) e a abstenção do PSD.

O vereador do JPNT Tenreiro Patrocínio justifica o voto contra por se tratar de “um orçamento de continuidade num caminho que não seria, nem é, o que o movimento independente” entende “como o correto”.

“O orçamento de 2020 encontra-se ‘sequestrado’ por opções de investimento que vêm no seguimento de decisões anteriores e que nunca seriam as nossas. Refiro-me concretamente, entre outras, aos milhões que vão ser investidos na Avenida 1.º de Maio e zona da feira e sobretudo no Centro Interpretativo da República Dr. Afonso Costa. Trata-se de investimentos que podem até embelezar a cidade, mas são de todo inócuos no que respeita à resolução dos graves problemas [de] que Seia padece”, justifica.

Segundo o vereador, Seia “precisa urgentemente de uma mudança de rumo e isso tem que passar pela criação de medidas que combatam o despovoamento, fixem pessoas”, travem a saída dos jovens, “potenciem a instalação e desenvolvimento das empresas com a consequente criação de postos de trabalho, e que passem também por uma aposta determinada no turismo”.



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