PRR: PSD da Guarda pede ao Governo que “repense” ação relativa ao interior

O grupo do PSD na Assembleia Municipal da Guarda apresentou hoje uma recomendação naquele órgão autárquico, através do qual apela ao Governo que “repense a sua ação” em relação ao interior, no âmbito do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).

“Para que este não seja mais um balão de oxigénio, feito para tapar buracos, transformado em oportunidade perdida, apelamos ao Governo que repense a sua ação e a sua (falta de) visão para o interior. Não devem estes territórios ser apenas a casa das promessas por cumprir, ou o parente pobre do litoral, mas sim valorizados pelas potencialidades e pelos seus cidadãos”, lê-se no documento do PSD, apresentado pelo deputado Diogo Isidro.

Segundo o partido, o PRR “nada mais é do que uma lista de tudo o que o Governo não investiu nos últimos quatro anos, que agora se propõe a concretizar sem qualquer critério ou coerência”.

“Um plano que esquece o interior, que esquece muitos dos setores severamente abalados pela pandemia, que esquece a iniciativa privada”, acrescenta.

A recomendação refere, ainda, que “a agravar o conteúdo está a forma: um documento tão importante é colocado a consulta pública por apenas duas semanas, sem muito por onde analisar”.

Na Saúde, o PSD espera que “parte das verbas associadas sejam destinadas ao Hospital da Guarda, para finalmente se ver esclarecido o que vai ser feito”.

“Não menos importante, a Educação, será fiel depositária de 710 milhões de euros, que esperemos que possam colmatar muitas das necessidades dos alunos, com especial importância dada aos mais desfavorecidos, em meios e modernização”, acrescenta.

No texto, é também referido: “Bem sabemos que o conceito de coesão para este Governo é vago e pouco relevante, mas se estes são os desígnios do Governo, porque não é feito o esforço, agora que há meios financeiros para tal, de reduzir ou acabar com as portagens, contribuindo para essa coesão e facilidade de ligações que nos levam ao nosso parceiro Ibérico?”.

“Há que pôr de parte a bacoca ideologia estatizante e sufocante tão querida da esquerda e começar a abraçar reformas estruturais que sejam capazes de mudar o estado do país. Se assim não for, corremos o risco de ficar atrás dos nossos companheiros europeus e acabar como o país mais pobre”, defende o PSD.

Na apresentação da recomendação, o deputado Diogo Isidro disse que o objetivo é “não deixar, mais uma vez, que o interior seja o parente esquecido” no PRR.

Na mesma sessão da Assembleia Municipal da Guarda, o presidente da autarquia, Carlos Chaves Monteiro, anunciou que o município adquiriu o acervo documental e histórico da insolvente Associação Comercial da Guarda (ACG), pelo valor de seis mil euros.

O município não conseguiu comprar esse espólio no processo da hasta pública, mas posteriormente contactou o empresário que o adquiriu e chegou a um acordo para a sua compra.

“Temos essa situação resolvida”, disse Carlos Chaves Monteiro, que respondeu ao deputado da CDU, Aires Dinis, que apresentou uma moção, na qual manifestava preocupação por o património arquivístico da ACG ter sido comprado por um particular.

O município da Guarda também comprou em hasta pública, por 300 mil euros, o edifício da antiga sede da ACG, que foi declarada insolvente pelo tribunal.



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