Portugal de luto despede-se hoje do pensador e ensaísta Eduardo Lourenço

Eduardo Lourenço, filósofo, escritor, crítico literário, ensaísta, interventor cívico e um dos maiores pensadores portugueses, morreu, esta terça-feira, em Lisboa, aos 97 anos.

Esta quarta-feira é Dia de Luto Nacional pela perda de um dos maiores filósofos portugueses. Cerimónias fúnebres estão marcadas para esta manhã, a partir das 11h, no Mosteiro dos Jerónimos, em Lisboa.


Eduardo Lourenço, filósofo, escritor, crítico literário, ensaísta, interventor cívico e um dos maiores pensadores portugueses, morreu, esta terça-feira, em Lisboa, aos 97 anos. Figuras da Política às Artes prestaram a sentida homenagem ao professor que, nas palavras de António Costa, era “daquelas raras personalidades que conseguem alcançar o privilégio do respeito unânime e da admiração geral”.

O primeiro-ministro decretou Dia de Luto Nacional esta quarta-feira pela morte do pensador e ensaísta. O corpo de Eduardo Lourenço vai estar em câmara ardente no Mosteiro dos Jerónimos (Nave Central), a partir das 11 horas, estando a Cerimónia marcada para as 12 horas.
Várias vezes galardoado e distinguido, Eduardo Lourenço foi um dos pensadores mais proeminentes da cultura portuguesa. Uma referência da sociedade que personalidades como António Guterres, Durão Barroso, Ana Gomes, Elisa Ferreira, João Soares, Francisco Louçã, Fernando Medina, Rui Moreira e Marisa Matias, entre outras, fizeram questão de recordar, no dia de ontem, através das redes sociais.

Ao longo da sua vida, vários prémios se sucederam, com destaque para o Prémio Camões, em 1996, e o Prémio Pessoa, em 2011. Recebeu também os prémios António Sérgio (1992), D. Dinis (1996), Vergílio Ferreira (2001), Universidade de Lisboa (2012), Jacinto do Prado Coelho (em 1986 e em 2013) e Vasco Graça Moura (2016), entre outros. E em 1999, foi nomeado administrador não executivo da Fundação Calouste Gulbenkian.

Entre condecorações e distinções, Eduardo Lourenço recebeu as ordens de Grande Oficial de Santiago e Espada (1981), a Grã-Cruz da Ordem do Infante D. Henrique (1992), a Grã-Cruz da Ordem de Santiago e Espada (2003) e a Grã-Cruz da Ordem da Liberdade (2014).

França distinguiu-o com a Ordem Nacional de Mérito (1996), a Ordem das Artes e das Letras (2000) e a Legião de Honra (2002), e em 2008 recebeu a medalha de Mérito Cultural do Governo Português e a Ordem de Mérito Civil de Espanha.



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