Orquestra Académica Filarmónica Portuguesa é “ projeto estruturante” para a Guarda

O vereador da Cultura da Câmara Municipal da Guarda, Victor Amaral, considerou que a instalação da Orquestra Académica Filarmónica Portuguesa na cidade é “um projeto estruturante” para o concelho e para a região.

O projeto cultural surge no âmbito de um protocolo entre a autarquia e a Orquestra Filarmónica Portuguesa, com sede em Viseu. O acordo, foi assinado no dia da cidade da Guarda e entra em vigor em janeiro de 2019 e insere-se no quadro estratégico da candidatura da Guarda a Capital Europeia da Cultura 2027.

O vereador disse que o protocolo prevê um apoio financeiro anual, por parte do município, no valor de 70 mil euros, e que a futura orquestra vai desenvolver o seu trabalho nas instalações do Teatro Municipal.

Victor Amaral considerou tratar-se de “um projeto estruturante importante” que “vai contribuir para um outro olhar sobre a Guarda”.

“Este também é um projeto de combate à desertificação, de fixação de jovens e de acreditarmos que estas regiões podem ter futuro e, nomeadamente, através da cultura, como elemento agregador de criatividade e de outro olhar para a região”, segundo o autarca.

A ideia é que o projeto “possa abraçar, envolver-se de uma forma estruturada e sinérgica com os projetos educativos, pedagógicos e artísticos da cidade e da região”, indicou.

“Este projeto enquadra-se numa estratégia de fixação de projetos que possam alavancar outro potencial, fixar jovens e trazer jovens talentos, agregando uma ligação clara ao ensino artístico musical da Guarda, particularmente o Conservatório, o Centro Cultural e a banda Filarmónica de Famalicão”, acrescentou.

Segundo o vereador, a orquestra que terá 62 músicos, recrutados a nível nacional e com um “chamamento ibérico”, ao nível da vizinha cidade de Salamanca (Espanha), terá a sua estreia nacional na Guarda, no dia 17 de abril de 2019.

Segundo uma nota enviada pelos promotores, a futura orquestra colocará em contacto os “promissores alunos” das instituições locais “com alguns dos melhores jovens intérpretes nacionais”.

De acordo com o comunicado, a autarquia disponibiliza serviços, espaços e infraestruturas adequados à concretização do projeto, que irá ceder instalações para residências artísticas, ‘masterclasses’ e formações, e apoiar na promoção das atividades nos âmbitos local, nacional e internacional.

Em finais de dezembro, nos dias 27 e 28, no Porto e em Lisboa, respetivamente, haverá audições livres para a formação da Orquestra Académica Filarmónica Portuguesa.

A Guarda acolherá uma terceira fase de prestação de provas, no dia 12 de janeiro, destinada aos jovens da região, indicou Victor Amaral.

Abertas a todos os estudantes com idades entre os 16 e os 23 anos, as sessões apurarão os instrumentistas que participarão em duas residências artísticas, dirigidas pelo maestro Osvaldo Ferreira, a realizar no próximo ano, na Guarda.

Terminadas as residências, a Orquestra Académica Filarmónica Portuguesa atuará na Guarda, Viseu, Porto, Lisboa e Salamanca.




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