Guarda vai ter Orquestra Académica Filarmónica Portuguesa para formar jovens talentos

O acordo entra em vigor em janeiro de 2019 e insere-se no quadro estratégico da candidatura da Guarda a Capital Europeia da Cultura 2027.

A cidade da Guarda vai acolher uma Orquestra Académica Filarmónica Portuguesa para incrementar a formação de jovens talentos no âmbito de um protocolo de colaboração entre a Câmara Municipal e a Orquestra Filarmónica Portuguesa.

O protocolo entre a autarquia e a Orquestra Filarmónica Portuguesa, com sede em Viseu, foi celebrado no dia da cidade da Guarda, no ‘foyer’ do grande auditório do Teatro Municipal.

O acordo entra em vigor em janeiro de 2019 e insere-se no quadro estratégico da candidatura da Guarda a Capital Europeia da Cultura 2027.

“Incrementar a formação de jovens talentos, valorizar a geração de novos públicos, potenciar o sistema educativo local para as artes, estimular a criatividade, a oferta cultural e a programação artística, e fomentar uma agenda diversificada, relevante e atrativa de elevado potencial turístico” são alguns dos pressupostos da celebração do contrato de parceria, segundo os promotores.

O projeto será promovido em estreita parceria com o Conservatório de Música da Guarda e com outras coletividades do concelho.

Segundo uma nota enviada à agência Lusa, a futura orquestra colocará em contacto os “promissores alunos” das instituições locais “com alguns dos melhores jovens intérpretes nacionais”.

A Câmara da Guarda reunirá todas as condições para a fixação da Orquestra Académica Filarmónica Portuguesa na cidade.

De acordo com o comunicado, a autarquia disponibiliza serviços, espaços e infraestruturas adequados à concretização do projeto, irá ceder instalações para residências artísticas, ‘masterclasses’ e formações, e apoiar na promoção das atividades nos âmbitos local, nacional e internacional.

Em finais de dezembro, nos dias 27 e 28, no Porto e em Lisboa, respetivamente, haverá audições livres para a formação da Orquestra Académica Filarmónica Portuguesa.

Abertas a todos os estudantes com idades entre os 16 e os 23 anos, as sessões apurarão 65 instrumentistas que participarão em duas residências artísticas a realizar em 2019, na Guarda.

Dirigidas pelo maestro Osvaldo Ferreira, as residências artísticas “contemplam um plano de ação intensivo que incluirá a participação de um naipe diverso de convidados, como maestros, solistas e professores portugueses e estrangeiros, a exposição de repertórios dos mais conceituados compositores e a apresentação de ‘masterclasses'”.

Terminadas as residências, que decorrerão durante as férias da Páscoa e do Verão de 2019, a Orquestra Académica Filarmónica Portuguesa atuará na Guarda, em Viseu, no Porto, em Lisboa e em Salamanca (Espanha).

O diretor da Orquestra Filarmónica Portuguesa, Osvaldo Ferreira, citado na nota, explica que o município da Guarda foi escolhido para sede da nova orquestra “pelo caráter abrangente, multidisciplinar e internacional que os responsáveis autárquicos imprimiram ao processo desde o minuto inicial, como atesta a candidatura da Guarda a Capital Europeia da Cultura 2027”.




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