Nova associação impulsiona Denominação de Origem Protegida do azeite do Douro

O Centro de Estudos e Promoção do Azeite do Douro (CEPAD) é constituído na quinta-feira, em Tabuaço, com o objetivo de avançar com o processo de Denominação de Origem Protegida (DOP) para o azeite produzido neste território.

“É a associação através da qual nós iremos desenvolver todo o processo de IGP (Indicação de Origem Protegida) ou DOP do azeite do Douro”, afirmou hoje à agência Lusa o presidente da Câmara de Tabuaço, Carlos Carvalho.

A nova associação vai ficar sediada neste concelho do distrito de Viseu e junta, numa primeira fase, cerca de 20 entidades, entre autarquias, associações, cooperativas e empresas.

Carlos Carvalho afirmou que a certificação do azeite do Douro “é importante para criar valor acrescentado na marca, no produto e em quem o produz” e poderá ajudar a “incrementar as vendas do azeite duriense”.

“Sabemos que temos um produto de excelência, que reúne qualidades únicas, mas que infelizmente naquilo que é a realidade económica da nossa região ainda não se reflete. A excelência dessa qualidade não é proporcional com a valorização económica que este produto tem”, salientou.

O autarca disse que acredita que a certificação DOP ou IGP poderá abrir as portas a novos mercados, aumentando o volume de exportações bem como os preços de venda.

Carlos Carvalho explicou ainda que o CEPAD vai ficar responsável pela elaboração “do caderno de encargos que permitirá definir as características do azeite e de todos os condicionalismos necessários para que possa ser certificado”.

Ajudará ainda a identificar as áreas que poderão vir a ser incluídas na nova Indicação Geográfica ou DOP.

O trabalho no terreno já está a ser feito há algum tempo com a recolha de amostras por parte de uma equipa especializada.

De momento, apenas existe a DOP do “Azeite de Trás-os-Montes” que engloba alguns concelhos durienses, tais como Vila Flor, Vila Nova de Foz Côa, Carrazeda de Ansiães e Murça.

“Numa fase posterior, será o CEPAD também que irá, no fundo, gerir todo o processo relacionado com a valorização do nosso produto”, sublinhou Carlos Carvalho.

O centro de estudos visa ainda potenciar a investigação e o melhoramento da cultura da oliveira e do azeite.




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