Mil ovelhas sobem à Serra da Estrela acompanhadas por pastores e turistas

Cerca de mil ovelhas do concelho de Seia vão subir no sábado para a Serra da Estrela, acompanhadas por pastores e turistas, durante a terceira edição da Festa da Transumância e dos Pastores, foi hoje anunciado.

“Os rebanhos partem do largo da Câmara [no centro da cidade de Seia] às 7h30, prosseguindo a viagem pelos seculares caminhos da transumância, em direção àquela que é a aldeia dos pastores, o Sabugueiro”, adianta a organização.

A Festa da Transumância e dos Pastores é organizada pela Associação de Desenvolvimento Integrado da Rede das Aldeias de Montanha (ADIRAM) em parceria com o município de Seia e em articulação com os pastores locais, “que todos os anos sobem à montanha em busca de melhores pastos, uma tradição secular que no concelho de Seia ainda se mantém”.

No percurso entre a cidade de Seia, e a Serra da Estrela haverá degustações gastronómicas para os participantes como a típica “merenda do alforge”, que será servida na aldeia de Póvoa Nova, e um almoço com os pastores, a realizar na Senhora do Espinheiro, segundo os promotores do evento.

A organização lembra que a subida dos rebanhos à Serra da Estrela, onde vão passar os meses de verão, acontece depois da tradicional romaria da bênção das ovelhas, que ocorreu no domingo, na aldeia de Folgosa da Madalena.

“Viver esta experiência única e descobrir uma das mais simbólicas atividades do pastoreio, a transumância, é a proposta para este dia”, é anunciado na nota hoje enviada à agência Lusa.

Juntamente com a Festa da Transumância e dos Pastores, a ADIRAM vai promover, entre sexta-feira e domingo, o Festival Músicas do Bosque “na tentativa de criar uma oferta turística mais alargada e diferenciada e, assim, conseguir dar razões aos turistas para permanecerem no território mais do que uma noite”.

No festival, a realizar na aldeia de Lapa dos Dinheiros, vão estar presentes, entre outros, os grupos Pensão Flor, Mancines, Yanan Dans, Tranglomango e Dorahoag.

A organização desafia o público a subir à montanha e a “deixar-se levar por uma autêntica sinfonia de homem e natureza, onde não há lugar para os espetáculos comuns”.



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