Habitantes de aldeia de Seia revivem tradição ancestral da Noite das Caçoilas

A aldeia de Sabugueiro, no concelho de Seia, na Serra da Estrela, acolhe, no sábado, mais uma edição da Noite das Caçoilas, uma iniciativa que recupera uma tradição ancestral e visa dar a conhecer a gastronomia típica.

Naquele dia, os habitantes da Aldeia de Montanha do Sabugueiro, terra de pastores, “reavivam uma das tradições mais antigas na região”, foi hoje anunciado pela organização.

Segundo a fonte, “em ambiente de festa, a população acorre ao forno comunitário para confecionar, em conjunto, cabrito, borrego e frango, em caçoilas de barro preto”.

As carnes utilizadas na confeção dos pratos típicos são provenientes do gado criado na Serra da Estrela.

“Esta é uma prática cultural que corria o risco de se perder e que, nos últimos anos, com a operacionalização do projeto da Rede de Aldeias de Montanha, tem sido reavivada pelos locais com o intuito de chamar a esta Aldeia de Montanha cada vez mais visitantes e turistas”, refere a ADIRAM – Associação de Desenvolvimento Integrado da Rede Aldeias de Montanha.

Com a colaboração da Junta de Freguesia do Sabugueiro, em parceria com as associações e a comunidade local, a tradição é “reinventada, dando a conhecer a gastronomia típica da aldeia”.

“É uma experiência única em comunhão com a essência das suas gentes. Tudo em ambiente de festa e animação”, lê-se na nota enviada à agência Lusa.

Segundo a fonte, na Noite das Caçoilas “podem ser provadas iguarias como torresmos, arroz de carqueja, frango do campo, chanfanas e uma variedade de enchidos, assim como as castanhas ou pão de centeio, cozido durante o dia no forno antes da chegada da noite”.

“O segredo da confeção das carnes é a lenta cozedura nas caçoilas de barro preto, o que dá tempo suficiente para a confraternização e para as danças e cantares”, é também indicado.

A Noite das Caçoilas integra o Plano de Animação da Rede de Aldeias de Montanha, que congrega um conjunto de atividades ligadas à preservação e valorização da identidade local, em que o fator diferenciador, para o Turismo, reside nas vivências e tradições comunitárias das Aldeias de Montanha, de acordo com a ADIRAM.




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