Covid-19: Associação Académica da Guarda pede suspensão das propinas

A Associação Académica da Guarda (AAG) pediu hoje o ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior a suspensão “imediata” do pagamento das propinas, face à situação de pandemia da covid-19.

No documento enviado ao ministro Manuel Heitor, a direção da AAG pede “com toda a humildade e seriedade” que seja decretada “a suspensão imediata das propinas” no ensino superior, enquanto se mantiver a situação atual de pandemia “com graves repercussões económicas para as famílias portuguesas”.

“Entendemos ser de alta justiça social a suspensão imediata desta taxa paga pelas famílias e trabalhadores-estudantes, salvaguardando a manutenção do poder de compra dos mesmos para ultrapassar esta crise excecional e cheia de incertezas”, refere o presidente da direção da AAG, João Nunes, no documento a que hoje a agência Lusa teve acesso.

O dirigente estudantil que representa os alunos do Instituto Politécnico da Guarda alega que “a limitação da atividade” das instituições de ensino superior, bem como “o caráter económico e social” que o país hoje atravessa e que terá, certamente, repercussões no futuro, “devem ser fatores a considerar para a decisão” exigida ao Governo.

“Por fim, e não menos importante, não esquecemos os nossos colegas mais vulneráveis, sendo por isso necessário um reforço monetário extraordinário aos estudantes bolseiros. Este aumento permitiria que os nossos colegas mais carenciados preservem uma segurança financeira que teriam em condições normais”, lê-se também no documento da AAG enviado ao ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infetou mais de 727 mil pessoas em todo o mundo, das quais morreram perto de 35 mil.

Depois de surgir na China, em dezembro de 2019, o surto espalhou-se por todo o mundo, o que levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a declarar uma situação de pandemia.

Em Portugal, segundo o balanço feito hoje pela Direção-Geral da Saúde, registaram-se 140 mortes, mais 21 do que na véspera (+17,6%), e 6.408 casos de infeções confirmadas, o que representa um aumento de 446 em relação a domingo (+7,5%).

Dos infetados, 571 estão internados, 164 dos quais em unidades de cuidados intensivos, e há 43 doentes que já recuperaram.

Portugal, onde os primeiros casos confirmados foram registados no dia 02 de março, encontra-se em estado de emergência desde as 00:00 de 19 de março e até às 23h59 de 02 de abril.




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