Castelo Branco vai recorrer a carro solar para melhorar mobilidade urbana

Para desenvolver o projeto, a equipa contou com o apoio do próprio Instituto Politécnico e da Câmara de Castelo Branco.

Dois alunos finalistas e dois professores da Escola Superior de Tecnologia (EST) de Castelo Branco desenvolveram dois carros elétricos solares, cujo objetivo final passa pela sua aplicação na melhoria da mobilidade urbana de Castelo Branco.
“A ideia, se tivermos o apoio de que precisamos, é reorganizar a equipa, melhorar os carros e aplicar a sua utilização ao nível da mobilidade urbana. Estes veículos podem ser utilizados por turistas ou mesmo no apoio à população idosa”, explicou o professor da EST, José Salvado.
Este projeto foi desenvolvido por Luís Martins e Henrique Melim, alunos finalistas da licenciatura em Engenharia das Energias Renováveis da EST e contou com o acompanhamento e apoio dos professores José Salvado e Luís Neto.
Em cerca de dois meses, foram construídos dois carros elétricos solares que já participaram este ano em algumas competições dirigidas a este tipo de veículos e cujos resultados obtidos deixaram alunos e professores otimistas.
“As provas de competição são o nosso laboratório à escala real”, sublinha Luís Neto.
Para desenvolver o projeto, a equipa contou com o apoio do próprio Instituto Politécnico e da Câmara de Castelo Branco: o grande objetivo é aplicar os conhecimentos obtidos e evoluir para uma solução prática, ou seja, associar o projeto à melhoria da mobilidade urbana na cidade.
O presidente do município de Castelo Branco, Luís Correia, está satisfeito com o desenvolvimento dos carros elétricos solares.
“Desde o primeiro momento que acreditamos neste projeto. Estou agradado com os resultados conquistados. Esperamos vir a ter um projeto futuro que seja identificativo de Castelo Branco”, disse.
O autarca adiantou ainda que o município vai continuar a ser parceiro do projeto e não fecha a porta para que sejam atingidos outros patamares.
Já o presidente do IPCB, Carlos Maia, realça que este é mais um exemplo que a academia dá ao colocar o seu conhecimento ao serviço da população.
Este responsável sublinhou também a hipótese de utilizar os conhecimentos adquiridos no desenvolvimento do projeto ao serviço da mobilidade urbana.
“Se puder ser associado à melhoria da mobilidade urbana será uma mais-valia”, sustentou.
Carlos Maia frisou que o IPCB, apesar dos escassos recursos disponíveis, está desde o início com o projeto e vai continuar a apoiar o seu desenvolvimento.



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