Autárquicas/Guarda: Luís Couto é a aposta do PS para reconquistar Câmara e dar voz a todos

O PS da Guarda candidata o atual diretor do Estabelecimento Prisional (EP) daquela cidade, Luís Couto, para tentar reconquistar a autarquia da capital de distrito, que em 2013 perdeu para o PSD.

Luís Couto, natural da freguesia de Famalicão da Serra, de 63 anos, candidata-se como independente pelo PS porque acredita no futuro da Guarda e, como presidente de Câmara, tenciona “contribuir para esse futuro”.

O candidato diz à agência Lusa que entra na ‘corrida’ autárquica motivado pela Guarda, pois toda a sua vida “está ligada” ao concelho, e admite considerar que a atual presidência do PSD “não soube merecer a confiança que os eleitores lhe deram em 2017”.

“É público que esta gestão tem sido marcada por conflitos e lutas fratricidas pelo poder, por uma política sem estratégia, ao sabor do vento. Em oito anos, não conseguiram mostrar obra, gastando grande parte do orçamento em rotundas, como, por exemplo, a rotunda do comboio”, afirma.

Se for eleito líder da autarquia, pretende “estar à altura dos grandes desafios que se avizinham, para colocar a Guarda na liderança regional” e conseguir que a cidade e o concelho “tenham voz nas decisões nacionais”.

Quanto às medidas a tomar, Luís Couto coloca o foco no funcionamento da Câmara, assumindo que criará “uma estrutura orgânica de raiz, moderna, eficiente, habilitada, séria e profissional, que trabalhe para os verdadeiros destinatários: os cidadãos, as instituições, as empresas e todos quantos queiram fixar-se e investir no concelho da Guarda”.

No âmbito do seu programa de candidatura está a “preparar uma estratégia inclusiva, voltada para as novas realidades e oportunidades” do território.

“Investimento, emprego, inovação, qualificação, ambiente, urbanismo, mobilidade, mundo rural, cultura, património e turismo são as bases de um programa que assentará na qualidade de vida como marca distintiva da Guarda”, resume.

Para Luís Couto, um presidente de Câmara deve ter “uma postura de diálogo permanente e respeito” com a oposição.

“Se os guardenses depositarem em mim essa confiança, como espero, irei presidir a um executivo onde todos terão voz e responsabilidade, e nisto incluo os vereadores que vierem a ser eleitos por outras candidaturas, que não a do PS”, refere.

Na sua opinião, “quanto melhor for o papel da oposição, melhor será o exercício do poder”. Promete que será “o presidente de todos”.

Luís Couto é licenciado em Serviço Social, pelo Instituto Superior de Serviço Social (Coimbra), e iniciou a carreira profissional no Centro Distrital de Segurança Social da Guarda como técnico superior.

Foi diretor do Centro Educativo do Mondego e, em julho de 1998, assumiu o cargo de diretor do EP da Guarda.

Em 2006, assumiu funções de vice-presidente do Instituto de Reinserção Social e em 2007 passou a subdiretor-geral da Direção-Geral de Reinserção Social, tendo, em 2013, retomado o cargo de diretor de EP, acumulando a direção dos estabelecimentos da Guarda e Covilhã. Desde 2017 que dirige o EP da Guarda.

Luís Couto foi representante do Ministério da Justiça na Rede Europeia da Prevenção do Crime, membro do Conselho Europeu de Justiça Juvenil, perito da Comunidade Europeia no âmbito do Programa COMJIB e formador na área penitenciária para os Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa.

Foi, ainda, responsável do Departamento de Formação Profissional do NERGA – Núcleo Empresarial da Região da Guarda, e docente no Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas da Universidade de Lisboa e na Universidade Lusófona.

Em termos associativos, foi sócio fundador e elemento da direção do Clube Automóvel da Guarda e é presidente da Associação Nacional de Diretores e Adjuntos de Estabelecimento Prisional.

Luís Couto tem vários passatempos, mas destaca o gosto pelo desporto automóvel, pelo futebol e pelo “trabalho na terra”, que lhe permite um contacto regular com os amigos de infância.

O candidato não é, nem nunca foi, militante de qualquer partido e a sua relação com a política “sempre foi circunstancial”.


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