“Aceitei este desafio porque acredito que conseguimos fazer mais e melhor pelas pessoas e pelas empresas do concelho, ajudar a comunidade, com outras estratégias, outros rumos e objetivos”, disse o candidato à agência Lusa.
Natural da freguesia de Malta, no concelho de Pinhel, Cláudio Franco é licenciado em Contabilidade e Gestão Financeira pelo Politécnico de Castelo Branco e vai estrear-se na política nas próximas eleições por considerar que o poder local precisa de pessoas com “outras ideias e mentalidades”.
“Uma coisa é as pessoas terem a visão de funcionário público, do Estado, outra é a de quem vem do privado e consegue olhar para as coisas de outra forma. Onde uns veem um problema, outros veem uma oportunidade, é essa a nossa estratégia”, afirma.
O candidato considerou que o concelho não está “assim tão mal” face aos municípios vizinhos, mas podia estar “muito melhor com as condições que existem e com as pessoas, que são ativas e empreendedoras”.
Entre as suas propostas está a criação de uma cooperativa para venda dos produtos agrícolas locais, de uma marca para divulgar o azeite de Pinhel e da criação de uma rota de enoturismo num concelho que é o maior produtor de vinho da Beira Interior.
Fruto da sua experiência profissional, Cláudio Franco propõe também criar, em Pinhel, um centro logístico para tirar partido da proximidade com o mercado espanhol.
“O concelho está no centro da Península Ibérica e não estamos a potencializar essa localização. Falando com as pessoas certas, poderíamos deslocar para aqui algumas empresas e até trabalhar como entreposto”.
Cláudio Franco lamentou a falta de apoio do município às várias empresas de extração de granito, um setor predominante na economia local, a par do vinho.
“É uma pena ninguém olhar para esses empresários e apostar aqui na valorização do produto, que continua a ser vendido em bruto para ser transformado fora do concelho e exportado”, referiu.
Sugeriu, por isso, a criação de uma associação que pudesse “criar sinergias para as empresas se candidatarem aos fundos comunitários, comercializar o granito e chegar diretamente aos clientes finais para que as mais-valias fiquem em Pinhel”.
“Às vezes, as pessoas focam-se em ver os problemas e não em pensar nas soluções”, concluiu.
De resto, é pela “falta de apoio” que a sua empresa de transportes está instalada na Guarda.
“A sede fiscal é em Pinhel, mas o escritório e as instalações estão na Guarda, porque o meu concelho não me deu condições. Parece que é preferível atrair as pessoas de fora com festas ao fim de semana do que cuidar de quem cá está todo o ano”.
O candidato diz-se convencido de que o Chega tem condições para eleger, “pelo menos”, um vereador.
Em 2021, Rui Ventura (PSD) renovou a maioria absoluta alcançada quatro anos antes, tendo reforçado a votação para 66,6%. Os sociais-democratas elegeram quatro vereadores contra um do PS, que se ficou pelos 25% dos votos. A CDU foi a terceira força política concorrente, com 2,6% dos votos.
Daniela Capelo, atual vice-presidente da autarquia, é a candidata do PSD à Câmara de Pinhel, presidida por Luís Poço desde abril, após Rui Ventura ter renunciado ao cargo por ter sido eleito para a presidência do Turismo do Centro e não podia recandidatar-se por ter atingido o limite de mandatos.
Já o antigo autarca social-democrata, António Ruas, lidera uma candidatura independente, apoiada pelo PS, denominada ‘UPP – Unidos por Pinhel’.






