UBI cria jogo sobre direitos de propriedade intelectual

A Universidade da Beira Interior (UBI) desenvolveu um jogo para smartphones e tablets, o “Hacker Fighter” ou “Hfighter”, que de uma forma lúdica pretende sensibilizar os mais jovens para a importância em se protegerem os direitos de propriedade intelectual. Esta aplicação encontra-se já disponível para download gratuito na Google Play, através de Android, e na Apple Store, através de iOS.

Num cenário que é constituído por cientistas, piratas e ilhas, os jogadores do Hacker Fighter são convidados a ajudar um grupo de cientistas a recuperar uma coleção de direitos de propriedade intelectual que lhes foi roubada. Para finalizarem esta missão com sucesso, os utilizadores devem resolver mini-jogos que estão relacionados com a temática de cada ilha e que permitem a passagem de nível, e também têm que solucionar questões sobre a propriedade intelectual, as quais conferem um bónus.

Este jogo que agora está disponível resultou de uma candidatura por parte da UBI “a um projeto financiado por um instituto europeu de patentes, com base nisso desenvolveu-se um projeto com a ideia de desenvolver alguma aplicação que alertasse fundamentalmente as pessoas mais jovens para a importância da proteção dos direitos de propriedade intelectual”, explica o vice-reitor para a Área Financeira, Recursos Humanos e Projetos.

Segundo Mário Raposo a apropriação indevida de direitos de propriedade intelectual é uma problemática que “hoje em dia surge muito na medida em que com a disseminação fácil da informação através da net, o conhecimento está acessível a toda a gente e portanto é difícil por vezes os investigadores protegerem bem as suas ideias”.

Tendo em conta esta realidade, reitera que a criação deste jogo lúdico é assim um despertar de consciências para a preservação dos direitos de propriedade intelectual, junto de um público mais novo.“Esperamos que desta forma lúdica os jovens despertem para este tipo de importância de proteção que tem aplicações a outro nível, pois é muito importante que as investigações que se fazem nas universidades, nos laboratórios e noutros locais sejam protegidas quanto ao direito de propriedade intelectual e que depois possam ser valorizadas transferindo esse conhecimento para as empresas”, sublinha.

Uma aplicação, que tal como refere o coordenador do projeto é já uma aposta ganha, que tem vindo a suscitar o interesse de várias instituições nacionais e internacionais. “Parece-me que o projeto está a ter uma aceitação razoável e até interessante na medida em que os autores principais, o docente Pedro Inácio e Ana Martinho, já foram convidados para ir apresentar o jogo a vários sítios, nomeadamente à sede do Instituto Europeu de Patentes, em Espanha, e ao Instituto Nacional de Propriedade Industrial, em Lisboa, e também têm andado nas escolas secundárias”, conta.

Para além do desenvolvimento e disseminação do jogo, está também a ser elaborado um manual de direito de propriedade intelectual, que apenas aguarda a tradução em inglês, prevista para setembro, para ficar totalmente concluído. O docente da UBI salienta que este livro é também ele executado “de uma maneira bastante lúdica, tendo em atenção o público-alvo a que se dirige e, portanto, os objetivos do projeto foram plenamente atingidos e daí o reconhecimento do júri de patentes europeu, que considerou os resultados do projeto muito válidos”.

O projeto que dá pelo nome de “Hacker Fighter – Game-based approach to fight piracy and counterfeiting” teve início a 1 de setembro de 2015 e termina em outubro do presente ano, contando com o financiamento do European Union Intelectual Property Office (EUIPO). Um projeto que tem a coordenação do vice-reitor da UBI, Mário Raposo, e integra elementos do Departamento de Informática e do Gabinete de Inovação e Desenvolvimento da UBI.




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