Caritas Diocesana da Guarda apoia pessoas que vivem sós e em dificuldades

A Caritas Diocesana da Guarda está a desenvolver um programa social para apoio aos mais necessitados e a todos aqueles que sofrem de solidão, denominado “Próximo mais próximo”, anunciou o bispo Manuel Felício.

Segundo o prelado diocesano, que aborda o assunto na sua mensagem de Natal, intitulada “De novo a lição do Presépio”, o novo projeto de apoio social “consiste em formar pessoas, dentro do regime de voluntariado, para descobrir as situações de dificuldade e de abandono” na área da Diocese da Guarda.

“Temos o dever de ir ao encontro de todos, incluindo daqueles que sofrem de solidão”, defende o bispo.

A Caritas Diocesana da cidade mais alta do país está a “preparar grupos para, no terreno, irem ao encontro dessas situações”, revela Manuel Felício.

“Já temos alguns serviços no terreno, em algumas paróquias e lugares que, neste momento, são visitadores de doentes e procuram situações difíceis”, disse.

A Diocese da Guarda, no interior do país, abrange uma área de 6.759 quilómetros quadrados e uma população estimada em 250.000 habitantes.

A operação “Censos Sénior 2016” da GNR, que decorreu entre 01 e 30 de abril em todo o país, revelou que no distrito da Guarda foram sinalizados 3.870 idosos que vivem sozinhos ou isolados, mais 634 do que em 2015.

Segundo a GNR, quase oito mil idosos moram sozinhos ou isolados em Viseu e na Guarda, os distritos do país com mais pessoas nestas condições.

Na sua mensagem natalícia, o bispo da Guarda aponta que, sendo o Natal “motivação particular para ir ao encontro de todos os que precisam”, está empenhado “em que os serviços da Caritas Diocesana se estendam às periferias (…) para descobrir e identificar bem as situações de carência existentes, mesmo as não visíveis a olho nu”.

“É por isso que, quer através do programa ‘Próximo mais próximo’ que está a ser desenvolvido para ir ao encontro dos párocos e das paróquias, quer através da marcação de tempos e lugares determinados de atendimento, por proposta dos arciprestes, sempre a contar com as instituições que já atuam no terreno, queremos contribuir para dar resposta às situações variadas de especial dificuldade que estão a atingir crescente número de pessoas e famílias”, afirma.

Manuel Felício refere ainda na sua mensagem que, “apesar das muitas conquistas e progressos das sociedades atuais, a solidão e o abandono continuam a fazer sofrer grande número de pessoas”.

“Há muito a fazer no combate a estas formas de marginalidade que, em situações mais extremas, podem levar os implicados a pedir para lhes anteciparem a morte”, aponta, ao abordar a temática da eutanásia.

Em sua opinião, “a solução não é legalizar a eutanásia, pois essa é a escolha mais fácil, que significaria sempre a rendição da sociedade e das suas instituições diante das dificuldades, em vez de procurar congregar esforços, com o empenho de todos, para as superar”.


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