Rotas de Sefarad encerra com execução de 95% e investimento superior a 7 ME

O projeto “Rotas de Sefarad” encerra com uma execução de 95% e conseguiu alcançar um investimento total superior a sete milhões de euros, mais do que financiamento, disse hoje a Cultura do Centro.

“O projeto encerra no final de dezembro e teremos uma taxa de execução de cerca de 95%, com um investimento total que, incluindo as verbas municipais, acaba por traduzir-se em mais de sete milhões de euros”, disse à agência Lusa Celeste Amaro, diretora da Direção Regional de Cultura do Centro (DRCC), entidade designada como operadora deste programa.

Denominado “Rotas de Sefarad, Valorização da Identidade Judaica Portuguesa no Diálogo de Culturas”, este projeto foi lançado em junho de 2014, tendo como entidade promotora a Rede de Judiarias de Portugal e um financiamento assegurado de 4,7 milhões de euros, sendo quatro milhões do EEA Grants e mais 705 mil euros do Estado Português.

Segundo os dados da DRCC, a essas verbas juntaram-se ainda os cerca de 2,5 milhões de euros, assegurados pelos municípios onde foram realizadas as intervenções.

“Os municípios também se empenharam muito nos projetos e, com isso, conseguimos ter aqui uma rota de mais de sete milhões de euros que nos permite preservar a identidade e cultura judaica do país, ao mesmo tempo, que nos permitiu valorizar o património local e o território”, disse.

Lembrando que, no total, são 17 as intervenções materiais realizadas, a diretora da DRCC ressalva ainda as mais-valias deste projeto no que concerne à promoção do turismo judaico.

“É uma rota muito interessante e com um potencial enorme porque dá a conhecer a história dos judeus em Portugal e que, simultaneamente, diz muito do que somos enquanto país ao nível do diálogo intercultural e religioso. Além disso, será uma nova oferta cultural que também deverá contribuir para potenciar o setor do turismo judaico nestes territórios”, referiu.

O facto de a rota abarcar “uma boa parte do país” e de poder apoiar a dinamização de municípios do Interior são também aspetos sublinhados por Celeste Amaro.

Entre as obras inscritas neste projeto estão o Memorial e Centro de Documentação Bragança Sefardita, o Hejal (Centro Paroquial da nossa Senhora da Vitória no Porto), a Sinagoga de Vila Cova à Coelheira (Vila Nova de Paiva), o Museu Bandarra (Trancoso), o Memorial da Vida de Aristides de Sousa Mendes e a Sinagoga de Malhada Sorda (Almeida), a Casa da História Judaica da Raia Sabugalense (Sabugal) e o Museu Judaico (Belmonte).

A Casa da Memória Sefardita António Ribeiro Sanches (Penamacor), a Casa da Memória Judaica e dos Cristãos-Novos (Castelo Branco), o Centro de Diálogo Interculturas de Leiria (Leiria), a Sinagoga de Tomar e o Centro de Interpretação Garcia D’Orta (Castelo de Vide) são outras das intervenções físicas.

Juntam-se-lhes ainda o Story Center dedicado à presença Judaica na Idade Média (Torres Vedras), o Museu Damião de Góis e das Vítimas da Inquisição (Alenquer), a Musealização do Museu Judaico de Belmonte, a Casa da História Judaica de Elvas e a Casa da Inquisição (Câmara Municipal de Reguengos de Monsaraz).

O EEA Grants é um mecanismo europeu financiado pela Noruega, Luxemburgo e do Lichenstein, que apoiou em quatro milhões de euros o projeto “Rotas de Sefarad”, cuja cerimónia de encerramento está marcada para terça-feira, às 15 horas, no Centro Cultural de Belém, em Lisboa, estando prevista a presença do ministro da Cultura, Luís Castro Mendes.




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