Misericórdias apresentam novo modelo de apoio domiciliário

O novo modelo quer autonomizar e desinstitucionalizar pessoas idosas e pessoas com dependências funcionais, sempre que o apoio domiciliário lhes garanta qualidade de vida.

As Misericórdias apresentam hoje um novo plano de apoio domiciliário, que pretende ser um incentivo a que os idosos ou dependentes fiquem nas suas casas até mais tarde, com assistência e apoio das novas tecnologias para as suas necessidades.


Os novos Serviços de Apoio Domiciliário (SAD) que a União das Misericórdias Portuguesas (UMP) apresentam hoje numa cerimónia restrita em Fátima, devido aos constrangimentos impostos pela pandemia de covid-19, são “um tijolo” de novos modelos de respostas sociais integrados no projeto Lar do Futuro – Envelhecer em Portugal, que terá também novos modelos de lares e centros de dia, que as Misericórdias querem apresentar até ao final do ano.

“As pessoas com muitos anos têm cada vez mais apetência para ficar em casa e cada vez vão ser mais ambiciosas em relação ao que querem da sua qualidade de vida. Isto é muito importante e é legítimo. Uma pessoa com 80 anos que está em casa quer estar com os amigos de vez em quando, poder ir jantar fora, poder ir ao cinema. Isto não são coisas supérfluas, são coisas que fazem a qualidade da nossa vida. É isto que achamos que o apoio domiciliário tem que dar resposta”, disse à Lusa o vice-presidente da UMP, Manuel Caldas de Almeida.

O novo modelo de SAD quer autonomizar e desinstitucionalizar pessoas idosas e pessoas com dependências funcionais, sempre que o apoio domiciliário lhes garanta qualidade de vida.

Segundo os dados da UMP, as Misericórdias apoiam cerca de 13 mil utentes ao domicílio, com 369 serviços de apoio domiciliário disponíveis.

A mudança na UMP arranca já em novembro, com seis Misericórdias em projeto-piloto, sem acréscimo de recursos humanos, mas com uma grande aposta nas novas tecnologias, que vão permitir alargar a resposta nos apoios que as pessoas necessitam, que apesar de implicarem um investimento inicial e um aumento de custos para as instituições, ficará “sempre mais barato do que institucionalizar”, sublinhou Caldas de Almeida.



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