Míscaros – Festival do Cogumelo decorre este fim de semana em Alcaide (Fundão)

O Míscaros – Festival de Cogumelo vai regressar, nos dias 19, 20 e 21 de novembro, à aldeia do Alcaide, no concelho do Fundão, em formato presencial e com reforço das medidas de prevenção contra a COVID-19.

Caracterizado por uma forte integração das pessoas da aldeia e por primar na decoração, este ano o festival será dedicado ao tema “Alice na aldeia dos cogumelos”, que permitirá cruzar as personagens do conhecido livro “As aventuras de Alice no país das maravilhas”, com o mundo dos cogumelos.

A animação e as iguarias gastronómicas também não vão faltar com o cogumelo a ser rei nas ementas das tasquinhas, onde os visitantes poderão provar pratos como feijoada de míscaros, cogumelos recheados, tábuas de enchidos de cogumelos ou o famoso arroz de míscaros.

O festival manterá ainda a componente social e solidária, sendo que este ano o objetivo é reunir cerca de 20 mil euros em donativos para comprar uma cadeira de rodas que permitirá garantir maior qualidade de movimentos a Ângelo Querido, um jovem da aldeia que sofre de uma doença neurológica degenerativa, progressiva.

Como forma de homenagear o chef Joe Best, que faleceu recentemente e que tinha uma forte ligação ao festival, o espaço onde se vão realizar os ‘live-cooking’s’ passa a denominar-se Arena Joe Best. Este ano vão passar por lá os chef’s Ricardo Besteiro, Tony Martins, Marlei Cardoso, Flávio Silva, Augusto Gemelli, Maria Caldeira de Sousa, Duarte Batista, José Júlio Vintém e André Apolinário.

Do programa fazem ainda parte a animação de rua, passeios micológicos, ‘workshops’ e palestras e o tradicional almoço comunitário de arroz de cogumelos, que se realiza no domingo.

“Voltamos com um grande sentido de responsabilidade e queremos um festival seguro. O grande objetivo destas medidas passa por protegermos os nossos habitantes e os visitantes”, explicou Fernando Tavares, da Liga de Amigos do Alcaide, entidade que promove o festival em parceria com a Câmara do Fundão, com a Junta de Freguesia do Alcaide e com a Rede de Aldeias de Montanha.

Depois de uma edição em formato ‘online’ e ‘take-way’, este é o primeiro certame do género a ser retomado na região em tempo de pandemia, sendo que, para reduzir os riscos, a organização decidiu que a entrada nas tasquinhas e espaços de artesanato será feita mediante apresentação de certificado de vacinação ou de um teste negativo feito até 48 horas antes.

A medida está prevista no regulamento do festival e haverá três espaços nas principais entradas da aldeia, onde as pessoas podem apresentar o certificado ou o teste, recebendo depois uma pulseira que lhes dá acesso ao interior dos espaços.

Para o exterior a regra não se aplica, mas o apelo é para que todos optem por “comportamentos responsáveis”, tal como apontou o presidente da Junta de Freguesia do Alcaide, Daniel Cruz, na apresentação do evento.

Quanto à adesão, a organização está preparada para cenários com mais e menos visitantes, mas as expectativas são as melhores e a procura hoteleira confirma-o: “Temos os hotéis da cidade esgotados e já tivemos contactos de unidades da Covilhã”, detalhou Fernando Tavares.


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