Diminuição da população leva distrito a perder um deputado

No próximo ato eleitoral vão ser eleitos três deputados, quando, em 2015, foram eleitos quatro representantes do distrito da Guarda para a Assembleia da República.


O círculo eleitoral da Guarda, por se situar no interior do país, debate-se com a falta de população, um cenário que justifica a redução de um deputado nas legislativas do dia 06 de outubro.


No próximo ato eleitoral vão ser eleitos três deputados, quando, em 2015, foram eleitos quatro representantes do distrito da Guarda para a Assembleia da República.


Em 2018, nos 14 concelhos do distrito da Guarda, residiam em média 145.409 pessoas, segundo o portal Eyedata (com base em dados da Pordata) e, em 2011, o Instituto Nacional de Estatística (INE) contabilizava 160.939.
Ainda de acordo com o Eyedata, no ano passado, a taxa da população residente com menos de 15 anos era de 9,80%, quando a de habitantes com 65 ou mais anos era de 29,32%.


Em relação ao nível de escolaridade, o mesmo portal indica que 22,84% da população com mais de 15 anos possui pelo menos o ensino secundário (dados de 2011, ano em que a média nacional era de 30,53%).


Comparando com o número de eleitores das anteriores legislativas, em 04 de outubro de 2015, com 163.462 inscritos, segundo o Ministério da Administração Interna, a Guarda perdeu quase 12.000.


Dados da Comissão Nacional de Eleições (CNE) indicam que em 1975 (Constituinte) a Guarda elegia seis representantes para a Assembleia da República, tendo passado para cinco em 1979 (eleição intercalar) e para quatro em 1991.


Em 2015, a coligação PSD/CDS-PP obteve, no distrito da Guarda, 45,59% dos votos, elegendo dois deputados: Carlos Peixoto e Ângela Guerra.
O PS, com 33,78% dos votos, também elegeu dois deputados: Santinho Pacheco e Maria Antónia Almeida Santos.


O BE foi a terceira força política mais votada, com 7,42% dos votos, seguindo-se o PCP-PEV 3,95%.


Nas últimas legislativas o distrito da Guarda registou uma abstenção de 47,72%.


O distrito da Guarda, junto da fronteira com Espanha, concentrava, em 2015, um valor de 75,98 do índice de poder de compra ‘per capita’ (Portugal=100,22), segundo o portal Eyedata, enquanto o ganho médio mensal dos trabalhadores por conta de outrem era de 853,62 euros em 2016, abaixo dos 1.108,56 a nível nacional.


E, num distrito com 5,15% de desempregados inscritos em 2018, em 2017 era contabilizada uma taxa de 17,36% de trabalhadores da administração pública local por 1.000 habitantes (contra a percentagem nacional de 11,62%).


Sendo o distrito da Guarda marcadamente rural e com grande dependência dos setores primário e terciário, destacam-se os concelhos de Guarda e Seia (os dois com maior densidade populacional, com 42.541 e 24.702 habitantes, respetivamente, segundo dados de 2011 do INE), que possuem alguma importância no setor secundário.


O concelho da Guarda, que possui uma localização geográfica privilegiada ao situar-se próximo da fronteira com Espanha e na confluência de importantes eixos rodoviários (autoestradas A25, Aveiro/Vilar Formoso, e A23, Guarda/Torres Novas) e ferroviários (Linhas da Beira Alta e Baixa), possui um ‘cluster’ da indústria automóvel formado por quatro unidades fabris de componentes automóveis: Coficab Portugal – Companhia de Fios e Cabos Lda., ACI – Automotive Compounding Industry, Lda., DURA Automotive Portuguesa – Indústria de Componentes para Automóveis, Lda. e SODECIA Powertrain Guarda, S.A.




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