Dez freguesias de Fornos de Algodres participam na recriação de cortejo de oferendas

Cerca de 300 pessoas, em representação de dez freguesias do concelho de Fornos de Algodres, vão participar, na sexta-feira, na recriação de um cortejo de oferendas com fins solidários, foi hoje anunciado pelo município.

O vice-presidente da Câmara Municipal de Fornos de Algodres, Alexandre Lote, disse hoje à agência Lusa que a iniciativa comunitária, que começou a ser realizada em 2015, conta este ano com a participação de cerca de 300 munícipes de dez das 12 freguesias do concelho.

O cortejo de oferendas, que começa pelas 20h30, no eixo central da vila de Fornos de Algodres, no distrito da Guarda, deverá terminar cerca de quatro horas depois, com a entrega, por parte de cada grupo participante, de um cabaz com géneros alimentares (batatas, feijões, enlatados, etc.).

“Temos um cabaz igual para todas as localidades e eles [os representantes das freguesias] têm que encher esse cabaz e, no final do cortejo, entregam-no ao presidente da Câmara Municipal [Manuel Fonseca] e indicam a quem vai ser entregue posteriormente”, explicou o autarca.

Alexandre Lote contou que, em anos anteriores, os cabazes foram destinados a famílias carenciadas, aos bombeiros voluntários e a instituições sociais do concelho, mas, este ano, a autarquia deixou a decisão por conta de cada freguesia participante.

O cortejo de oferendas foi realizado pela primeira vez em 1955, para obtenção de ajudas em benefício da Santa Casa da Misericórdia de Fornos de Algodres, “com o objetivo de angariar fundos para fazer face às dificuldades financeiras da instituição, fruto da manutenção do seu hospital”, segundo a autarquia.

Desde 2015 que o atual executivo municipal decidiu recriar a tradição anual que inclui um desfile, “a realização de marchas e uma representação sobre histórias das localidades” participantes.

“Cada grupo participante tem aulas no âmbito do Projeto de Envelhecimento Ativo ‘Fornos Vida’ e, depois, agrega outras pessoas. Os técnicos da Câmara Municipal dão apoio para a elaboração das peças de teatro e das marchas”, contou o vice-presidente.

Alexandre Lote referiu à Lusa que, durante o cortejo, os grupos participantes “fazem as marchas, cantam os hinos das Freguesias e, depois, representam uma história da localidade”.

“Esta é, também, uma forma de [a autarquia] recolher histórias e memórias das localidades”, disse.

O autarca valoriza o envolvimento comunitário, porque “as pessoas mobilizam-se em torno de algo que é uma causa solidária”.

“É um trabalho meritório. Envolve as pessoas. A ideia é que todos damos um bocadinho de nós”, concluiu.

Pelas contas da organização, o cortejo de oferendas deverá atrair pessoas do concelho de Fornos de Algodres e de municípios vizinhos.




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