Promovido pela Confraria da Urtiga, com o apoio do município fornense, o evento integra as XIX Jornadas de Etnobotânica e a primeira edição do Festival de Sopas de Urtiga.
“O Fim de Semana da Urtiga reforça a afirmação de Fornos de Algodres enquanto Capital da Urtiga, valorizando um recurso identitário do nosso território através da cultura, da gastronomia, da ciência e da tradição, numa iniciativa que projeta o concelho e promove os nossos produtos endógenos”, destacou, à agência Lusa, o presidente da Câmara de Fornos de Algodres, Alexandre Lote.
Para o fim de semana estão programadas degustações, saídas de campo, piqueniques partilhados, sessões de ‘showcooking’, palestras e oficinas com especialistas, investigadores, chefs e produtores locais.
O Fim de Semana da Urtiga’ começa na localidade de Matança, no sábado, com as XIX Jornadas de Etnobotânica, com saídas de campo orientadas, painéis temáticos e degustações de sabores urticantes.
O biólogo Luís Mendonça de Carvalho vai falar sobre “Plantas e símbolos: uma leitura histórica e cultural”, enquanto a artista plástica Vanessa Chrystie vai orientar uma oficina prática de impressão botânica.
No domingo realiza-se o Festival das Sopas de Urtiga, no mercado municipal de Fornos de Algodres, que estarão à prova a partir das 12h30.
O recinto vai também acolher uma feira de produtos urticantes, o ‘workshop’ sobre “A Urtiga – a planta marginal ou heroína”, por Maria Alice Dionísio, e a palestra “Identificação e preparação da urtiga para fins culinários”, por Manuel Paraíso, grão-mestre da Confraria da Urtiga.
Uma sessão de ‘showcooking’ com o chef Joaquim Santos, a atuação do Grupo de Cantares de Fornos de Algodres e uma degustação de infusões de urtiga, encerram o Fim de Semana da Urtiga.
Paralelamente, vários restaurantes do concelho vão associar-se ao evento e disponibilizar ementas especiais dedicadas à urtiga.
Segundo o município de Fornos de Algodres, distrito da Guarda, o Fim de Semana da Urtiga pretende afirmar esta herbácea “como símbolo identitário e recurso gastronómico diferenciador, promovendo simultaneamente o território, os produtos locais e o turismo gastronómico”.
A urtiga (‘urtica dioica’) nasce de forma selvagem nos campos e é utilizada para fins medicinais, na produção de fibra têxtil e como fertilizante agrícola. Já foi um ingrediente da gastronomia tradicional, mas a sua utilização na alimentação caiu em desuso.
Para promover novamente o seu consumo foi criada, em 2006, a Confraria Gastronómica da Urtiga, que tem sede em Fornos de Algodres.







