Desiderato da CGD é “entregar” resultados positivos disse Paulo Macedo na Guarda

Durante o 22.º Encontro Fora da Caixa realizado ontem na Guarda, foram abordados os temas da “Competitividade Empresarial” bem como a “Interioridade: Desafios e Oportunidades”.

O presidente da Comissão Executiva da Caixa Geral de Depósitos (CGD), Paulo Macedo, disse ontem que o desiderato da CGD é “entregar” resultados positivos, que possam “consolidar uma nova fase na história” do banco.

Paulo Macedo, que falava na Guarda, na sessão de encerramento do 22.º Encontro Fora da Caixa, promovido pela CGD, disse que, depois de um plano de capitalização realizado em 2017, o desiderato da CGD é “entregar” resultados positivos, que possam “consolidar uma nova fase na história da Caixa”, mas, “ao mesmo tempo, que esses resultados sejam sustentáveis”.

“O que nós precisamos não é apenas apresentar resultados significativos em termos daquilo que são os resultados líquidos, mas também termos a certeza de que, por exemplo, temos bancos portugueses que são ‘investment grade’ [nível de investimento atribuído pelas agências de ‘rating’], que é coisa que ainda atualmente não temos. Ou seja, os bancos com melhor ‘rating’ são bancos espanhóis”, explicou.

Na sua intervenção, o presidente da Comissão Executiva da CGD deixou uma garantia: “Na Caixa trabalhamos todos os dias para, não só apresentar melhores resultados, mas sobretudo que esses resultados sejam sustentáveis”.

Paulo Macedo salientou também que o banco mantém uma “reputação assinalável” junto dos portugueses e tem conquistado a sua confiança.

“Felizmente a Caixa [CGD], independentemente de todos os seus processos e perturbações, o que é certo é que mantém junto dos portugueses uma reputação assinalável ao longo das décadas”, disse.

Segundo o responsável, o banco tem 140 anos, “mas é um banco, não só por ser líder, mas por ser também uma presença próxima, que tem conquistado a confiança dos portugueses”.

“E isto, mais uma vez, eu tento sempre pôr factos nas palavras. Confiança dos portugueses quer dizer que a CGD tem cerca de um terço dos depósitos particulares em Portugal”, justificou.

Em termos internacionais, acrescentou Paulo Macedo, “é um valor significativo, que resulta, precisamente da confiança, da tal segurança que a Caixa dá aos seus clientes”.

A CGD teve lucros de 369 milhões de euros entre janeiro e setembro deste ano, quando no período homólogo registou prejuízos de 47 milhões de euros, anunciou em 30 de outubro o banco público.

Durante o 22.º Encontro Fora da Caixa realizado ontem na Guarda, foram abordados os temas “A Competitividade Empresarial nas oportunidades de desenvolvimento económico do Interior” e “Interioridade: Desafios e Oportunidades”.




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