Simpósio Internacional de Arte Contemporânea na Guarda

Siac Guarda

A 9.ª edição do Simpósio Internacional de Arte Contemporânea (SIAC) começa na quinta-feira, na Guarda, com o objetivo de criar uma ponte entre o património edificado, a paisagem urbana e as artes, anunciou o município.

Sob o lema “Entre o Lugar e o Horizonte”, o SIAC decorre até dia 19 e vai levar “a arte para diferentes espaços da cidade e para a rua para aproximar o público do processo criativo”, adiantou a Câmara da Guarda em comunicado enviado à agência Lusa.

Estão previstos trabalhos ao vivo de pintura, escultura, cerâmica, fotografia e arte urbana, bem como espetáculos de teatro, concertos, instalações artísticas, roteiros literários, palestras e oficinas.

As atividades vão decorrer no Museu da Guarda, na Torre de Menagem, na capela do Solar dos Póvoas, no anfiteatro ao ar livre da Biblioteca Municipal Eduardo Lourenço, no Campus Internacional de Escultura Contemporânea, no foyer do Teatro Municipal da Guarda, no espaço ExpoEcclesia e no sítio arqueológico da Póvoa do Mileu.

“Nesta edição, o objetivo é criar uma ponte entre o património edificado, a paisagem urbana e as artes. Estarão envolvidos artistas locais, nacionais e internacionais, numa programação que inclui exposições, residências artísticas e visitas comentadas”.

Nas residências artísticas haverá lugar para a pintura ao vivo por Peter Balikó (Hungria), Veronika Blyzniuchenko (Ucrânia), Blackson Fernando Afonso (Angola) e Beatriz Vieira da Silva (Guarda, Portugal).

Na área da escultura vão trabalhar Maria Leal da Costa (Portugal) e José Luís Hinchado Morales (Espanha). Na cerâmica artística, Iliana de Carvalho Menaia (Portugal) e Ana Marques Loureiro (Portugal) são os nomes previstos.

Na arte têxtil de parede estará a criar ao vivo Luísa Leão (Brasil) e na instalação artística Lara Amaral (Guarda).

Pela cidade surgirão intervenções de arte urbana da autoria dos portugueses André Silveira (Dub), Nuno Aparício (Nuno Miles) e Telmo Lourenço, estes últimos naturais da Guarda.

Durante o SIAC será dinamizado um curso de vidragem de cerâmica pelo mestre Pedro Rafael (Portugal) e outro de arte urbana pelo guardense Desy CXXIII.

Estão ainda programadas palestras de Cristina Neiva Correia, conservadora do Palácio Nacional da Ajuda, Pedro Renca, coordenador do projeto Casa de Artes da ULS de Coimbra, e Nuno Horta, designer e artista visual.

Na música, destaque para a performance em quatro momentos com O Lugar é nosso, por Tiago Sami Pereira e convidados, para o recital de guitarra clássica de Diogo Andrade, para o projeto Beat no Museu, do DJ B. Riddim e Maze, e a atuação do Trio Allegro no encerramento do SIAC.

O simpósio inclui também nove exposições, nomeadamente a mostra coletiva Incerteza Objetiva na sala João Mendes Rosa, fundador do SIAC e antigo diretor do Museu da Guarda, que morreu em 2021.

Com inauguração marcada para quinta-feira (18h00), no museu da Guarda, a exposição tem curadoria de Martim Brion e apresenta trabalhos de Pedro Boese, Martim Brion, Anna-Maria Bogner, Marco Stanke, José Maçãs de Carvalho e João Jacinto.

Ainda no museu, António Sousa Amaral e José Manuel Pereira são os protagonistas da exposição de pintura e escultura “Com olhos de ver”, na Galeria d’Arte Evelina Coelho.

Já o Espaço #4 recebe a exposição evocativa “Ezequiel Batoréu: Dar forma às cores”, enquanto na ExpoEcclesia ficará patente a mostra “O Caminho da Criação: Horizontes cruzados”, a partir da coleção do museu guardense, com projeção em diaporama de fotografia de natureza de Eduardo Flor.

A Torre de Menagem vai receber “Cerâmicas que contam Histórias”, de Pedro Rafael, no foyer do Teatro Municipal da Guarda haverá exposições de fotografia “Mulheres (in)Foco”, de Inês Bernardo, e “Guardamente! – Registos visuais da cidade mais alta”, de Catarina Vilhena, Inês Bernardo e Arménio Bernardo.

Artistas urbanos do Porto e da Guarda vão ocupar a Capela do Solar dos Póvoas com “Lugar/ Deslugar”, com curadoria de Dub, e o Espaço #5, do Museu da Guarda, recebe a mostra coletiva “Entre o Lugar e o Horizonte”, com as obras criadas nas residências artísticas deste SIAC.


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