Decréscimo de produtividade na vindima de 2020

Segundo o Boletim Mental de Agricultura e Pescas do Instituto Nacional de Estatística (INE) de setembro, as vindimas iniciaram-se ao longo do mês de agosto, as das castas brancas logo na primeira quinzena (nas zonas mais quentes e de solos mais ligeiros) e as das castas tintas a partir da terceira semana.

Foram muito heterogéneas as condições de desenvolvimento da cultura ao longo do ciclo e entre regiões, conduzindo a estimativas divergentes relativas à evolução da produção face à campanha anterior.

De uma forma geral, as primeiras fases de desenvolvimento vegetativo decorreram sem problemas de maior, registando-se apenas problemas no abrolhamento no interior Centro, provocados por geadas e queda de neve tardias. Durante a primavera, em fases de grande suscetibilidade da maioria das castas às doenças criptogâmicas (da floração/alimpa até ao bago de chumbo/bago de ervilha), as condições meteorológicas da primavera promoveram o surgimento de fortes ataques de míldio, obrigando ao reforço dos tratamentos fitossanitários. Registaram-se ainda prejuízos causados pela queda de granizo (interior Centro) e por escaldões (interior Norte, Ribatejo e Alentejo).

Perante estes cenários, as previsões apontam para diminuições acentuadas no interior Norte e Centro (entre -20% e -35% face a 2019), e para a manutenção ou ligeiros aumentos nas restantes regiões vitivinícolas.

Globalmente estima-se uma diminuição de 5% na produção total de vinha para vinho.

Quanto à uva de mesa, a produção deverá ser semelhante à da campanha anterior.



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