“Cristóvão de Moura Herói ou Vilão” serve de mote para festa em Castelo Rodrigo

De 6 a 8 de setembro, a lenda “Cristóvão de Moura Herói ou Vilão” promete levar habitantes e visitantes numa inesquecível viagem no tempo pela História portuguesa.

“Cristóvão de Moura Herói ou Vilão” é o tema da festa do Ciclo “12 em Rede” na Aldeia Histórica de Castelo Rodrigo, que decorre de 6 a 8 de setembro. Com um programa repleto de teatros de rua, jogos em família, visitas guiadas, workshops gastronómicos e provas de vinho, o nobre Cristóvão de Moura é recordado ao longo dos três dias de festa em Castelo Rodrigo.

Segundo uma nota informativa das Aldeias Históricas, é a herança e a forma como marcou a História do país e de Castelo Rodrigo que inspira a festa “Cristóvão de Moura Herói ou Vilão”, sendo uma excelente oportunidade para conhecer a Aldeia Histórica de Castelo Rodrigo em todo o seu esplendor, assim como as suas tradições, produtos regionais e as suas gentes, que também participarão nos vários momentos do evento, acrescenta a mesma fonte.

Este evento é promovido pela Associação de Desenvolvimento Turístico Aldeias Históricas de Portugal, numa organização do Município de Figueira de Castelo Rodrigo, Junta de Freguesia de Castelo Rodrigo, Associações e Agentes económicos locais. Uma iniciativa apoiada pelo Centro 2020, Portugal 2020 e Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional, através do Programa de Valorização Económica de Recursos Endógenos (PROVERE).

Para mais informações e inscrições, contactar a organização através dos seguintes contactos:  271 319 007, cm-fcr@cm-fcr.pt ou daniela.montes@cm-fcr.pt.

Sobre a lenda “Cristóvão de Moura Herói ou Vilão”

Filho de Luís de Moura, Alcaide-mor da Aldeia Histórica de Castelo Rodrigo, e de sua esposa, Brites de Távora, Cristóvão de Moura foi um dos apoiantes do domínio espanhol em Portugal, durante a Dinastia Filipina. A proximidade com a coroa valeu-lhe o título de Conde de Castelo Rodrigo, atribuído por D. Filipe I, em 1594, e de Marquês de Castelo Rodrigo, por D. Filipe II, por carta de 29 de janeiro de 1600.

Vice-rei de Portugal de 1600 a 1603, e de 1608 a 1612, mandou edificar o palácio de Castelo Rodrigo, hoje em ruínas, o ex-libris daquela Aldeia Histórica.

Se por um lado é considerado um traidor por apoiar o soberano espanhol, por outro foi quem garantiu que Portugal mantivesse a autonomia institucional (respeito pelos usos e costumes, privilégios e liberdades concedidas por anteriores reis portugueses; criação de um Conselho de Portugal e convocação de cortes em território português e o uso da língua portuguesa em documentos oficiais), autonomia económico-financeira (manter o comércio nos moldes em que decorria com territórios descobertos e a descobrir; cunhar moeda e abolição de “portos secos” e livre circulação de bens entre Castela e Portugal) e autonomia de representação honorífica (governo próprio com representação por vice-rei e representação das armas reais portuguesas no estandarte da coroa).

                                            

Ciclo “12 em rede | Aldeias em Festa 2019” só acaba em dezembro

Depois de Castelo Rodrigo, a festa segue-se em Castelo Mendo, nos dias 27 e 28 de setembro; Trancoso, de 11 a 13 de outubro; Idanha-a-Velha, de 1 a 3 de novembro; Monsanto, de 8 a 10 de novembro; Almeida, nos dias 29 e 30 de novembro; e Belmonte, de 27 a 30 de dezembro.

 




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