CDS-PP recomenda ao Governo que conclua IC6 para ajudar vítimas e empresas afetadas pelos incêndios

O grupo parlamentar do CDS-PP recomendou hoje ao Governo a conclusão do Itinerário Complementar 6 (IC6) do Pinhal Interior Norte, na ligação entre Tábua e Oliveira do Hospital, alegando que poderá ajudar à recuperação da zona, afetada pelos incêndios.

Em causa está um projeto de resolução que “recomenda ao Governo dar prioridade absoluta à conclusão do IC6”, apostando, de seguida, na construção do IC7 e do IC37.

Na apresentação do documento, na reunião da Comissão de Economia, Inovação e Obras Públicas, no parlamento, o deputado centrista Hélder Amaral vincou que estes são “troços que vão direitinho à área ardida nos incêndios de outubro”.

Assim, falou na conclusão destas vias como uma “medida não de compensação, mas para criar condições e potenciar a recuperação da zona e para proteger as populações e garantir-lhes mobilidade”.

Lembrando “a promessa que o Governo fez”, de que terminaria o IC6, Hélder Amaral considerou que “o dano causado às pessoas, às indústrias e ao tecido económico [pelos incêndios] justificaria” a conclusão da obra.

Pelo BE, o deputado Heitor de Sousa realçou que a recomendação é “absolutamente justa”, mas lembrou que “este é um problema de anos” e que estava “congelado, para não dizer posto na gaveta, por Governos anteriores”, como o do PSD/CDS-PP.

Por seu lado, o socialista Pedro Coimbra considerou que esta é uma “matéria muito importante e relevante”, por abranger “um território que tem sido esquecido e menosprezado” e que, ainda assim, “contribui de forma significativa para economia nacional e para as exportações do país”.

A inexistência destes acessos tem, contudo, “dificultado a mobilidade básica das populações e das empresas”, observou.

Pedro Coimbra aludiu ao compromisso assumido pelo ministro do Planeamento e das Infraestruturas, Pedro Marques, de que o Governo iria promover os estudos para prolongar o IC6 entre Tábua e Seia, salientando que durante este ano serão feitos os “projetos necessários para a obra”.

O executivo irá também garantir que a empreitada é suportada por fundos comunitários, acrescentou o deputado do PS.

Enquanto a social-democrata Fátima Ramos falou em “estradas prioritárias para o desenvolvimento do país”, localizadas numa “zona do país muito fustigada e destruída” pelos incêndios, o comunista Bruno Dias sustentou que este é “um investimento muito importante”.

No documento, a bancada centrista recorda que “o IC6 é um itinerário complementar idealizado para ligar Coimbra à Covilhã, através do interior do distrito de Coimbra e da encosta sul da serra da Estrela (passando nomeadamente por Tábua, Oliveira do Hospital e Seia), sendo, por isso, uma estrada fundamental de ligação mais direta do alto do distrito a Coimbra”.

Contudo, “nunca foi concluído, fazendo até à data somente a ligação entre o IP3 em Oliveira do Mondego (Penacova) e a Estrada Nacional 17 em Candosa (Tábua)”, assinala o CDS-PP, notando que falta completar a ligação entre Tábua e Oliveira do Hospital.

Com este projeto de resolução, o CDS-PP pretende também dar prioridade, após a obra do IC6, à construção do IC7 e do IC37, vias que ligam, respetivamente, Oliveira do Hospital a Fornos de Algodres e Viseu a Seia.

Em março do ano passado, o Governo estimou que a construção do troço entre Tábua e Oliveira do Hospital do IC6, num total de 19 quilómetros, custe 38 milhões de euros.




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