Câmara extingue Agência para a Promoção da Guarda por razões estratégicas e financeiras

A Câmara Municipal da Guarda decidiu, por maioria, extinguir a Agência para a Promoção da Guarda (APGUR), por razões estratégicas e financeiras, anunciou o presidente da autarquia.

A deliberação, que contou com o voto contra do vereador do PS, José Igreja, foi aprovada pela maioria PSD/CDS-PP do executivo municipal liderado por Álvaro Amaro, na reunião quinzenal, realizada na freguesia de Porto da Carne.

No final dos trabalhos, o autarca explicou aos jornalistas que a proposta de extinguir a APGUR resultou de uma “avaliação intensa” que já transmitiu à Associação Comercial local, entidade parceira no projeto.

A APGUR foi criada em 10 de janeiro de 2007 para dinamizar a revitalização do centro histórico da cidade mais alta do país aos níveis cultural, social, económico e turístico.

Com a extinção daquela entidade, a promoção da Guarda “será feita pelo município, mas nunca em exclusividade”, adiantou Álvaro Amaro.

“Todas as competências que estavam delegadas na associação serão, naturalmente, trazidas para o município e serão depois desenvolvidas pelo município isoladamente ou em associação com outras entidades”, explicou.

O autarca lembrou ainda que nos últimos seis anos o município “transferiu cerca de 500 mil euros” para a APGUR.

“Se associamos a isso as receitas que o município perdeu pelas competências que lhe legou, que se cifram em cerca de 60 mil euros por ano, estamos a falar de quase um milhão de euros”, apontou.

A APGUR tem um gestor, que tem uma ocupação profissional, e uma funcionária que foi convidada a trabalhar para a câmara.

O único vereador do PS que participou na reunião camarária votou contra a proposta por considerar que a APGUR tem feito “um trabalho excelente e que é reconhecido por toda a gente que contacta com a atividade que tem desempenhado, na área do turismo, na área da promoção, na área do livro, na área de mostrar a Guarda de outro modo”.

“Na área turística, o trabalho desenvolvido foi meritório, pelo que não foi para nós completamente esclarecido qual a razão que levaria à extinção”, disse aos jornalistas.

Na mesma reunião, foi também aprovada, por maioria, com a abstenção do eleito do PS, a proposta de extinção das duas empresas municipais no âmbito da lei sobre o setor empresarial local.

A autarquia decidiu integrar, pelo período de um ano, os 63 trabalhadores das empresas municipais Guarda Cidade Desporto e Culturguarda.

O socialista José Igreja absteve-se na votação por desconhecer “qual será o futuro dos trabalhadores”.




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