Câmara da Guarda disponível para ajudar a reabrir fábrica de Famalicão da Serra

Segundo o autarca, no encontro com a administração da empresa deixou claro que a autarquia fará “tudo” quanto “estiver ao alcance” para a reabertura da unidade fabril.

A Câmara Municipal da Guarda está disponível para ajudar a reabrir a fábrica têxtil de Famalicão da Serra que parou a laboração no dia 01 por falta de encomendas.

Os cerca de 70 trabalhadores da empresa Confama – Confeções, Lda., suspenderam os seus contratos de trabalho no primeiro dia do mês de março devido a salários em atraso e o assunto foi ontem abordado no período de antes da ordem do dia da reunião quinzenal da Câmara Municipal da Guarda.

No final da sessão, o presidente da autarquia, Álvaro Amaro (PSD), disse aos jornalistas que reuniu na sexta-feira com a administração da empresa, a quem demonstrou disponibilidade para auxiliar no processo que vise o retomar da atividade.

Segundo o autarca, no encontro deixou claro que a autarquia fará “tudo” quanto “estiver ao alcance” para a reabertura da unidade fabril.

“Eu não tenho nenhum instrumento na minha mão que não seja a persuasão. Agora, nem sempre a nossa persuasão obtém resultados”, disse, lembrando que a unidade fabricava casacos e “perdeu o cliente”.

Álvaro Amaro adiantou que a autarquia não irá à “procura de clientes que precisem de casacos”, mas irá “perguntar à AICEP – Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal, porque tem uma rede de contactos e pode haver empresários que possam necessitar de pôr a laborar uma empresa e têm aqui uma mão-de-obra especializada”.

Prometeu ainda fazer “tudo” quanto estiver ao alcance da Câmara para manter a unidade fabril a funcionar, incluindo colaboração na elaboração de um estudo económico conducente à apresentação de um eventual processo especial de revitalização.

Os vereadores do PS, Eduardo Brito e Pedro Fonseca, também se pronunciaram sobre o assunto.

No final da reunião, Eduardo Brito disse aos jornalistas que, por parte do PS, foi manifestada “preocupação” pelo fecho da fábrica de Famalicão da Serra.

“Lembrámos à Câmara que é preciso fazer todos os esforços junto da Agência Portuguesa para o Investimento e contactos com os empresários” que possam estar interessados em investir na Guarda, resumiu.

Já Pedro Fonseca referiu que com o fecho da fábrica “não há forma de conseguir disfarçar o mal-estar que estas situações lançam” sobre as perspetivas futuras para o concelho da Guarda, localizado no interior do país.

Os trabalhadores da empresa Confama – Confeções, Lda., suspenderam os seus contratos de trabalho devido a salários em atraso, segundo fonte sindical.

O presidente do Sindicato dos Trabalhadores do Setor Têxtil da Beira Alta, Carlos João, disse à Lusa que os trabalhadores da fábrica, a maioria mulheres, requereram a suspensão dos contratos de trabalho porque tinham “parte [do salário] do mês de janeiro e o mês de fevereiro por pagar”.

“Como a administração, na sexta-feira, numa reunião que teve com os trabalhadores, os informou de que era impossível continuarem a laborar no momento, porque, para além de haver poucas encomendas, não têm dinheiro disponível para pagar aos trabalhadores, a administração entendeu que o caminho, para já, era os trabalhadores irem para a suspensão, para não estarem na empresa sem receber”, explicou o sindicalista.




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