Câmara da Guarda aprova orçamento de 51,8 ME para 2020

“A candidatura da Guarda a Capital da Cultura 2027 será a pedra basilar da afirmação e promoção da cidade, na região e no país e na Europa” diz o autarca.

A Câmara da Guarda aprovou ontem, com o voto contra da oposição, o orçamento municipal para 2020, no valor de 51,8 milhões de euros, um aumento de 400 mil euros relativamente ao deste ano.

Segundo o presidente da autarquia, Carlos Chaves Monteiro, o orçamento para o próximo ano é “responsável, ambicioso, de progresso e com obras estruturantes”.

“O desenho das Grandes Opções para 2020 foi construído com o intuito de obter um equilíbrio entre a visão que temos para o município, as ‘novas janelas de oportunidade’, algumas delas já conhecidas e outras perspetivadas com a reprogramação em curso do Portugal 2020, e o apoio social sempre presente a que temos de dar resposta”, refere o autarca, no documento que hoje foi aprovado por maioria com os votos contra dos dois eleitos do PS.

Carlos Chaves Monteiro referiu que o orçamento caracteriza-se por cinco eixos centrais: o aumento do investimento (com um vasto conjunto de projetos, obras e eventos em todas as áreas de gestão municipal), as operações de qualificação urbana na cidade e no concelho, a cultura e o turismo, a educação e ação social e a cooperação institucional.

Das previsões para 2020, o responsável destaca os investimentos do CET – Centro Exposições Transfronteiriço, do CIT – Centro de Inovação Transfronteiriço e do CVPE – Centro de Valorização de Produtos Endógenos.

“A aposta do município na regeneração da Praça Velha e do centro histórico como incentivo para a iniciativa privada na recuperação do edificado e a criação do CICJ – Centro de Interpretação da Cultura Judaica”, são outras das prioridades.

Carlos Chaves Monteiro anunciou que a cultura e o turismo “vão continuar a receber um forte investimento”, sendo exemplo a concretização dos Passadiços do Mondego, um projeto com um investimento superior a três milhões de euros.

“A candidatura da Guarda a Capital da Cultura 2027 será a pedra basilar da afirmação e promoção da cidade, na região e no país e na Europa”, sublinhou.

Nos campos da educação e da ação social, o município “quer continuar a considerar a intervenção social como um pilar fundamental para a sustentabilidade e equilíbrio da sociedade local, orientando o seu investimento para a promoção e desenvolvimento das organizações e pessoas, atenuando as assimetrias sociais, de modo a tornar o concelho mais coeso, mais inclusivo e mais participativo”.

Na cooperação institucional, a autarquia promete “prosseguir o trabalho” com a Comunidade Intermunicipal das Beiras e Serra da Estrela, as associações, as freguesias, as empresas e o Instituto Politécnico.

Para as funções sociais, a autarquia prevê uma verba de 12,5 milhões de euros e para as funções económicas 16 milhões de euros.

Os vereadores do PS Eduardo Brito e Cristina Correia votaram contra o orçamento para 2020 por a maioria PSD da Câmara Municipal da Guarda apresentar um documento “marcado por taxas e tarifas das mais altas do país”.

“Este é um documento feito de lugares comuns, de frases feitas para encher o olho. Há uma ausência confrangedora de um caminho”, justificou Eduardo Brito na sessão camarária que foi aberta ao público.

Segundo o socialista, o mundo rural, a inovação e o conhecimento estão “a zero”, o CET tem atribuídos 450 mil euros, o CIT 300 mil e o CVPE 150 mil euros.

O documento vai ser remetido para discussão e aprovação na próxima reunião da Assembleia Municipal da Guarda.




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