Álvaro Amaro promete auditoria para candidatos conhecerem situação financeira

Com a divulgação dos resultados da nova auditoria os candidatos, durante a campanha eleitoral, poderão discutir “a fotografia” financeira da autarquia.

O presidente da Câmara Municipal da Guarda, Álvaro Amaro (PSD/CDS-PP), anunciou hoje que vai mandar fazer uma auditoria externa às contas da autarquia para que os candidatos nas próximas eleições conheçam a verdadeira situação financeira do município.

Álvaro Amaro disse hoje na reunião da Assembleia Municipal que a auditoria deverá ser realizada “lá para abril [ou] maio” e que os resultados devem ser conhecidos em junho.
“Eu quero que os candidatos à Câmara não tenham o problema que eu tive”, disse o autarca, lembrando que, em 2013, quando iniciou funções como presidente da maior autarquia do distrito da Guarda, mandou fazer uma auditoria externa para conhecer a verdadeira situação financeira do município.

Os resultados da auditoria, revelados em finais de abril de 2014, indicaram que o município, que anteriormente sempre foi liderado pelo PS, tinha um passivo total de cerca de 91 milhões de euros.

Com a divulgação dos resultados da nova auditoria, o social-democrata reconhece que os candidatos, durante a campanha eleitoral, poderão discutir “a fotografia” financeira atual da autarquia.

“Depois, discutem a fotografia, se gostam, se não gostam, e assunto arrumado. É assim que devemos fazer”, rematou.
Na Assembleia Municipal de hoje, o grupo parlamentar do CDS-PP deu conta da resposta dada pela ministra da Justiça aos deputados do partido na Assembleia da República, sobre o futuro do Centro Educativo do Mondego (CEM), situado na freguesia de Cavadoude, que o Governo pretende transformar em Estabelecimento Prisional de Baixa Segurança.

Segundo a deputada municipal Elsa Silva, o gabinete da ministra da tutela respondeu que “sob o ponto de vista do desenvolvimento económico e da coesão territorial, o concelho da Guarda em nada será prejudicado, pois o número de reclusos que aí serão alojados será significativamente superior ao número de jovens internados nesta data”.
A deputada considerou que o encerramento do CEM é “mais um vergonhoso atentado ao concelho da Guarda”.

Sobre o assunto, o presidente da autarquia lembrou que em janeiro questionou a ministra da Justiça, Francisca Van Dunem, sobre o eventual encerramento do CEM e que pediu esclarecimentos “adequados” para evitar “especulações”, mas que ainda não recebeu a resposta.

O deputado do PS António Saraiva, que também é o presidente da Federação Distrital socialista, considerou que a intenção do Governo em transformar o CEM em Estabelecimento Prisional de Baixa Segurança é uma antecipação, “porque a tendência é para a redução do número de jovens” neste tipo de instituição.

“Iremos ter mais um investimento naquele espaço. Começa com uma dotação de cerca de 50 reclusos e a ideia é a de que, posteriormente, chegue aos 100 reclusos”, disse.
O Governo está “no caminho certo para potenciar um investimento, criar novos postos de trabalho e dar uma resposta de inovação em termos de serviços prisionais”, admitiu.



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