O Centro de Estudos Ibéricos (CEI) assinala o Dia Mundial da Fotografia, celebrado a 19 de agosto, com duas exposições que colocam a imagem no centro da expressão artística e cultural, destacando a fotografia enquanto linguagem universal, capaz de atravessar fronteiras sem necessidade de tradução.
Na Sala Tempo e Poesia da Biblioteca Municipal Eduardo Lourenço, estará patente, até 19 de setembro, uma exposição que reúne imagens distinguidas nas várias edições do concurso “Transversalidades – Fotografias sem fronteiras”.
Promovido pelo CEI desde 2011, o projeto pretende valorizar a fotografia enquanto instrumento de aproximação entre pessoas, territórios e instituições, dando visibilidade a diferentes realidades sociais, culturais e territoriais, nomeadamente a zonas mais afastadas dos grandes centros de comunicação e frequentemente esquecidas pelos media.
Ao longo das suas edições, o concurso tem reunido fotógrafos de diferentes partes do mundo, proporcionando múltiplos olhares sobre os territórios e as comunidades e afirmando a fotografia como uma forma privilegiada de diálogo intercultural.
Também no dia 19 de agosto, pelas 18h00, será inaugurada, no Café Concerto do Teatro Municipal da Guarda, a exposição “Olhares… a propósito do Dia Mundial da Fotografia”, que reúne trabalhos de autores ligados à Guarda.
A mostra pretende apresentar diferentes formas de olhar e interpretar a realidade através da fotografia, reunindo trabalhos de autores amadores e profissionais e evidenciando a diversidade de abordagens, estilos e temáticas que a imagem fotográfica permite explorar.
A iniciativa recupera, assim, a ideia expressa pelo fotógrafo Sebastião Salgado, para quem a fotografia “é uma escrita tão forte porque pode ser lida em todo o mundo sem tradução”, sublinhando o seu carácter universal e a capacidade de comunicar para além das barreiras linguísticas e culturais.
As duas exposições integram o programa de comemorações dos 25 anos do Centro de Estudos Ibéricos, reforçando a missão do CEI enquanto espaço de encontro, conhecimento e valorização da diversidade cultural e territorial da Península Ibérica e do mundo.
Com estas iniciativas, o Centro de Estudos Ibéricos convida o público a celebrar a fotografia através de diferentes perspetivas e narrativas, reconhecendo na imagem uma poderosa ferramenta de expressão, memória, conhecimento e aproximação entre comunidades.






