Aldeias Históricas querem chegar aos 500 mil visitantes anuais no prazo de três anos

O desafio foi lançado pelo presidente das Aldeias Históricas de Portugal – Associação de Desenvolvimento Turístico.

A Aldeias Históricas de Portugal – Associação de Desenvolvimento Turístico espera que o número de visitantes naquelas localidades possa crescer para 500 mil turistas anuais no prazo de três anos, disse em Belmonte o presidente da associação. Em declarações à agência Lusa, Ricardo Pereira Alves referiu que, atualmente, as 12 localidades inseridas na rede das Aldeias Históricas recebem cerca de 400 mil visitantes por ano e que o objetivo próximo é conseguir um crescimento médio de 100 mil visitantes anuais. “Chegarmos aos 500 mil visitantes por ano seria uma boa meta no espaço dos próximos dois a três anos”, referiu António Pereira Alves, que falava no início da cerimónia de lançamento do Guia das Aldeias Históricas, um livro editado numa parceria entre a associação e a editora “Foge Comigo” e que congrega um conjunto de informações úteis para os turistas. Ao longo de 500 páginas, o guia faz a apresentação do património edificado e cultural das localidades, dá informações históricas sobre cada um dos pontos de interesse e ainda apresenta dados relativos a outras localidades da região. A publicação também integra a componente da restauração, da hotelaria, pontos de venda ou empresas de animação turística, entre outras informações, como por exemplo quem são os proprietários do espaço (inclui fotografias do mesmos) ou se o mesmo tem ou não multibanco. Este guia será apresentado quarta-feira na Bolsa de Turismo de Lisboa, o que igualmente se enquadra na “estratégia de atração de novos públicos” que está a ser desenvolvida pela Associação de Desenvolvimento, conforme referiu Ricardo Pereira Alves, que também é presidente da Câmara Municipal de Arganil. “A Rede das Aldeias Históricas tem um património único e claramente diferenciador no contexto do turismo nacional e, desse ponto de vista, entendíamos que era importante criar este tipo de guia para que pudesse despertar nos turistas uma grande vontade de conhecer o território”, referiu. Ricardo Pereira Alves referiu ainda que a associação está empenhada em transformar a marca das Aldeias Históricas “num destino turístico de excelência” e que, nesse sentido, tem realizado “um grande investimento na área da componente imaterial, nomeadamente da comunicação e marketing e também da animação. “Queremos posicionar o produto Aldeias Históricas como um produto de excelência no contexto do turismo português e queremos fazê-lo de forma qualificada”, especificou. O mesmo responsável assumiu ainda que a aposta passa também pela captação de turistas da classe média/alta que possam contribuir para o desenvolvimento económico e para uma maior coesão social das vilas e aldeias abrangidas. A Aldeias Históricas de Portugal – Associação de Desenvolvimento Turístico congrega entidades públicas e privadas de Almeida, Belmonte, Castelo Mendo, Castelo Novo, Castelo Rodrigo, Idanha-a-Velha, Linhares da Beira, Marialva, Monsanto, Piódão, Sortelha e Trancoso.




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