Pacotes de açúcar nos cafés e restaurantes vão ter menos quantidade

A partir de janeiro do próximo ano, todos os pacotes de açúcar distribuídos na cafeteria e restauração terão menor quantidade, fruto de um acordo hoje assinado entre a indústria e as autoridades de saúde.

O acordo estabelece uma redução por cada pacote, que passará a conter entre cinco e seis gramas de açúcar, em vez dos atuais seis a oito gramas, segundo explicou à agência Lusa o presidente da Associação de Refinadores de Açúcar de Portugal.

Contudo, o diretor-geral da Saúde, Francisco George, admite que o ideal será conseguir que a quantidade de açúcar máxima em cada pacote seja de quatro gramas.

Francisco George frisou que o principal objetivo deste acordo é “dar um sinal a todos os portugueses” de que devem diminuir a ingestão de açúcar na sua alimentação, lembrando os seus efeitos na produção de insulina e o contributo para o desenvolvimento de diabetes, doença que é o tema central do Dia Mundial da Saúde, que hoje se assinala.

Para o representante dos industriais do açúcar, Francisco Avillez, esta mudança não será sentida de forma significativa pelos consumidores, mas admite que terá impactos na indústria.

“As empresas vão reduzir a sua rentabilidade, mas estão conscientes de que é o melhor para os portugueses”, afirmou, não adiantando contudo o montante das perdas com a redução da quantidade de açúcar nas embalagens.

Os protocolos hoje assinados para “o consumo responsável e equilibrado de açúcar” integram também a Associação Industrial e Comercial do Café e a Associação de Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal.

O comissário europeu da Saúde, presente nas comemorações oficiais do Dia Mundial da Saúde em Portugal, elogiou os acordos com a indústria, considerando “uma excelente ideia” e uma boa medida, que pode e deve encorajar os outros estados-membros.

Em declarações à agência Lusa, Vytenis Andriukaitis, disse que Portugal está a transmitir uma boa mensagem e a dar um bom exemplo, sublinhando a importância da luta contra a diabetes, lembrando que a doença cresce a um ritmo acelerado.

O comissário europeu da Saúde e Segurança Alimentar indica que a diabetes é uma preocupação para a Europa, mas especialmente para países como Portugal, onde a mortalidade provocada pela patologia é quase o dobro da média da União Europeia.



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