Quinta da Biaia investe 04 a 05 ME em adega própria até 2022

O Quinta da Biaia apresentou esta semana a nova imagem dos seus 12 vinhos e o seu enólogo anunciou planos para a construção de uma adega própria, num investimento estimado entre “quatro e cinco milhões de euros”.

Luís Leocádio, enólogo e um dos sócios da empresa, disse à agência Lusa que “a adega vai ser construída num antigo ovil da quinta e deverá ficar pronta em 2022”, sendo mais um passo em frente de um projeto lançado em 2015, em Figueira de Castelo Rodrigo, na Região da Beira Interior, e no qual “já foram investidos 2,5 milhões de euros”.

“A futura adega vai ser construída num antigo ovil e deverá ficar pronta em 2022”, num investimento previsto de quatro a cinco milhões de euros, informou Luís Leocádio, autor dos vinhos Quinta da Biaia, recordando que projeto germinou quando trabalhava para a Quinta do Cardo, que fica um pouco mais para sul.

O enólogo, de 32 anos, conheceu então o empresário local Carlos Flor, que vendia uvas para o Cardo, e depois Ricardo Lopes Ferro, com raízes familiares ali e professor universitário em Lisboa.

O encontro motivou-os a avançar para uma empresa conjunta para a produção de vinhos desse concelho integrado na região vinícola da Beira Interior, tirando partido das vinhas que Carlos Flor e Ricardo Lopes Ferro, amigos entre si, possuíam entre as encostas de Castelo Rodrigo e a Serra da Marofa, em Figueira de Castelo Rodrigo.

As vinhas encontram-se a uma altitude entre os 700 e os 750 metros e os novos rótulos de quatro vinhos de uma casta apenas e de um tinto multicastas de 2019 espelham esse dado de forma explícita.

“Começámos com duas mil garrafas, chegámos às 20 mil e em 2019 atingimos as 200 mil garrafas” de vinho Quinta da Biaia, todo ele produzido em “modo biológico”.

Segundo diz Luís Leocádio, “a região permite este tipo de agricultura, que recorre a produtos naturais no combate a certas doenças”.

A próxima meta é “chegar ao meio milhão de garrafas em 2022”, acrescentou.

Os vinhos deste produtor, de “uvas cem por cento próprias”, são trabalhados em duas adegas locais alugadas, sendo que a primeira, mais pequena, “é de onde saem os vinhos de entrada de gama” e onde o enólogo começa a preparar todos os outros.

Esses vinhos seguem daí, em camiões cisterna e “inertizados”, para uma adega maior, onde são vinificados e engarrafados. Esta adega possui uma cave subterrânea ao estilo “bairradino” na qual estagia já aquele que será “o primeiro espumante” da quinta.

“O espumante sairá quando atingir o ponto de maturidade” que o enólogo considerar apropriado. “Apontaria para o Natal de 2021”, estima Luís Leocádio, formado em viticultura e enologia pela Escola Superior Agrária de Viseu.

A Quinta da Biaia “tem mais de 100 hectares, mas apenas 30 estão plantados com vinhas e, destes, “oito foram acabados de plantar em junho deste ano”. A área restante é amendoal, uma cultura comum neste território.

Os proprietários preveem aumentar a área de vinha, acrescentando-lhe “21 hectares” e mantendo um perfil que levou o mercado a descobrir os vinhos deste produtor da zona norte da Região da Beira Interior, na fronteira com a Região do Douro.

“Fazemos vinhos com identidade, que falam por si, exprimindo o território onde a quinta se encontra e a sua altitude, e têm “frescura e acidez natural”, carateriza Luís Leocádio.

O projeto está a iniciar a sua internacionalização.

“Acabámos de ganhar um contrato de 80 mil garrafas com a Suécia para os próximos dois anos e o Canadá é o próximo mercado-alvo, estando quase fechado um contrato para este país”, afirmou, que em paralelo mantém o seu projeto pessoal, Titan of Douro.



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