PCP solidário com trabalhadores de duas fábricas do setor têxtil da Guarda

A Comissão Política Concelhia da Guarda do PCP mostrou-se hoje solidária com os cerca de 90 trabalhadores de duas empresas do setor têxtil do concelho que deixaram de laborar este ano.

Em comunicado, a estrutura partidária solidariza-se com os trabalhadores da empresa Confama – Confeções Lda., com sede na freguesia de Famalicão da Serra, que suspenderam os contratos de trabalho na sexta-feira, e com os operários da fábrica Serralã, situada na freguesia de Trinta, que fechou as portas em janeiro.

A concelhia do PCP considera tratar-se de “uma situação social preocupante para o concelho da Guarda, pelo desaparecimento de mais postos de trabalho no setor têxtil”.

“É preciso salvaguardar os direitos dos trabalhadores e apoiar situações sociais difíceis”, refere o partido, na nota hoje enviada à agência Lusa.

O PCP garante que, “como sempre”, está ao lado dos operários que perderam o emprego, e que “questionará o Governo sobre qual vai ser a situação destes trabalhadores no futuro”.

Os trabalhadores da empresa Confama – Confeções, Lda., instalada em Famalicão da Serra, suspenderam na sexta-feira os seus contratos de trabalho devido a salários em atraso, segundo fonte sindical.

O presidente do Sindicato dos Trabalhadores do Setor Têxtil da Beira Alta, Carlos João, disse à Lusa que os trabalhadores da fábrica, a maioria mulheres, requereram a suspensão dos contratos de trabalho porque tinham “parte [do salário] do mês de janeiro e o mês de fevereiro por pagar”.

“Como a administração, na sexta-feira, numa reunião que teve com os trabalhadores os informou que era impossível continuarem a laborar no momento porque, além de haver poucas encomendas não têm dinheiro disponível para pagar aos trabalhadores, a administração entendeu que o caminho, para já, era os trabalhadores irem para a suspensão, para não estarem na empresa sem receber”, explicou o sindicalista.

Em meados do mês de janeiro, a empresa Vasco Costa Sousa, Lda., também conhecida por Serralã, que começou a funcionar nos anos de 1960 e produzia mantas e cobertores, fechou as portas na aldeia de Trinta e lançou cerca de duas dezenas de trabalhadores para o desemprego.

Segundo o presidente da União de Freguesias de Corujeira e Trinta, Carlos Fonseca, o encerramento da fábrica deveu-se a dificuldades económicas.




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