PCP considera “propaganda” o anúncio de eventual redução das portagens na A23

A direção da Organização Regional de Castelo Branco (DORCB) do PCP disse hoje que a anunciada intenção de reduzir as portagens na A23 não é mais do que uma grande ação de propaganda das reais intenções do Governo.

“Assistimos ao longo de todo este processo a falsas ideias no desejo de resfriar o grande protesto e descontentamento que as populações, empresários e outras entidades locais demonstraram, fazendo-se ouvir em inúmeras ações de contestação”, refere em comunicado a DORCB do PCP. Segundo o PCP, “aquilo que possa ser reduzido hoje vai ser aumentado amanhã, com o pagamento em todos os troços e com a necessidade de as concessionárias terem lucro”. Os comunistas alertam para aquilo que consideram uma “demagogia” e apelam a que se continue a lutar “pela revogação do diploma” que permitiu a introdução de portagens nas scut. “Aquilo que é verdadeiramente justo e impulsionador da economia, do desenvolvimento e da qualidade de vida das populações em relação às portagens é o seu fim”, refere o comunicado. O diretor-geral da Scutvias disse a 06 de março, em Lardosa, Castelo Branco, que está a negociar com o Estado a mudança do regime de concessão da autoestrada da Beira Interior (A23), o que pode permitir uma redução nas portagens. Com este novo regime, a empresa passa a ficar com a receita do valor cobrado nas portagens, disse Pinho Martins. O diretor-geral da Scutvias disse, no entanto, que o valor da tarifa da portagem “depende sempre da aprovação do Estado português”, mas admitiu que esse valor “vai baixar” com o novo regime de concessão que está a ser negociado. “Toda a gente tem consciência de que é preciso fazer alguma coisa sobre esta matéria. A própria Secretaria de Estado dos Transportes já está a pensar nisso”, disse então Pinho Martins.



Conteúdo Recomendado