A integração do saldo orçamental do ano transato foi aprovada esta segunda-feira, por unanimidade, na reunião quinzenal do executivo.
“Destes 7 ME, 5 ME são consignados às mais diversas intervenções em curso na área de acolhimento empresarial no parque industrial, na Comunidade de Energia Renovável, na construção de habitações sociais e a custos acessíveis e na recuperação do órgão de tubos da Sé da Guarda”, adiantou aos jornalistas, no final da reunião, o presidente da autarquia, Sérgio Costa,
A construção de uma residência de estudantes para o Politécnico da Guarda e a reabilitação e valorização ambiental dos rios Diz e Noeme são outros destinos desta verba.
Segundo o autarca, os restantes 2 ME serão distribuídos pelas rubricas “que consideramos mais importantes neste ano económico”.
O assunto não mereceu grandes reparos da oposição, com o vereador socialista António Monteirinho a alertar para o aumento do orçamento municipal em vigor.
“A nossa preocupação com a execução orçamental mantém-se e agora com mais acuidade. Temos 7 ME que não foram gastos em 2025, ou seja, já temos aqui uma indicação daquilo que pode ser a execução orçamental deste ano, que provavelmente será da ordem dos 70%”, alertou o socialista.
Por sua vez, João Prata, eleito da coligação PSD/CDS-PP/IL, realçou haver este ano “uma franca redução, cerca de 30%” de saldo transitado em relação ao que transitou de 2024 para 2025.
“Nós tivemos, de 2024 para 2025, um saldo de 9,4 ME e agora tivemos apenas 7 ME. Isto, na nossa opinião, vai reduzir um pouco a margem financeira da Câmara da Guarda para novos projetos, para novas candidaturas a fundos de apoio que possam vir a ser desenvolvidas”, assinalou.
O social-democrata disse concordar com a distribuição da verba apresentada pela maioria da coligação Pela Guarda (Nós, Cidadãos!/PPM), mas lamentou não ter sido justificada a repartição dos 2 ME.
“Apenas foi dito que vai ser distribuído pelas outras rubricas, mas nós gostaríamos de saber concretamente qual é o destino desse montante”, referiu João Prata.
Na reunião da Câmara da Guarda, a oposição também questionou a maioria sobre a possibilidade do município assumir a exibição de cinema comercial, após o fecho das quatro salas existentes na cidade no final de dezembro.
António Monteirinho considerou ser um “serviço cultural essencial numa capital de distrito”, enquanto João Prata quis saber se a Câmara já tinha feito “alguma diligência, ou se vai fazer, para a reposição das sessões cinematográficas” na Guarda.
Na resposta, o presidente Sérgio Costa adiantou que o município está “a tentar dialogar” com a empresa exibidora [a Cineplace] para “perceber o que se passa”.
“Se são só os custos que estão em causa, ou outras questões ditas mais comerciais para o próprio centro comercial, para ver que solução é que se possa encontrar no futuro”.
O autarca acrescentou que “uma coisa é certa, toda e qualquer solução que haja no futuro terá sempre um ponto subjacente: as pessoas têm de ir ao cinema. Se não forem, não tem rentabilidade nenhuma”.
O presidente da Câmara da Guarda revelou ainda que três das quatro salas existentes no centro comercial La Vie já foram demolidas para dar lugar a outros negócios.
“Há um pequeno espaço que, ainda que fechado, continua intacto e, portanto, estamos a tentar dialogar com a empresa para ver o que poderá resultar”, disse, admitindo que “estamos todos preocupados, naturalmente, porque a exibição de cinema é uma questão cultural importante”.





