“Integrado na cintura de muralhas seiscentistas de Almeida, uma das mais imponentes do país, o Quartel das Esquadras abre agora a porta a uma nova vida”, adianta o Turismo de Portugal em comunicado enviado à agência Lusa.
A integração deste edifício no programa Revive (Reabilitação, Património e Turismo) resulta da iniciativa conjunta dos Ministérios da Economia e da Coesão Territorial, da Cultura, Juventude e Desporto e das Finanças, com a coordenação do Turismo de Portugal e a colaboração do município de Almeida, no distrito da Guarda.
“A transformação do Quartel das Esquadras num ativo turístico contribuirá para reforçar a atratividade do concelho de Almeida e para dinamizar a economia do interior do país”, realçam os promotores.
O prazo para apresentação de propostas termina a 27 de dezembro, de acordo com o anúncio publicado no Diário da República.
O objetivo do concurso público é concessionar o imóvel, classificado como Monumento Nacional, por 50 anos, por uma renda anual mínima de 8.579 euros.
“Datado do séc. XVIII (edificado entre 1736 e 1750), este quartel está classificado como Monumento Nacional e o objetivo do programa Revive é reabilitar e converter o edifício num estabelecimento turístico, como um hotel ou um alojamento local”, acrescenta o Turismo de Portugal.
Construído no centro daquela vila fortificada do distrito da Guarda, a uma dezena de quilómetros da fronteira com Espanha, o Quartel das Esquadras serviu como quartel de infantaria e ostenta o brasão real num dos topos.
O edifício tem planta retangular longa e estreita, com dois pisos, composta pela justaposição de casernas transversais intercomunicantes, abobadadas e equipadas com lareira.
O acesso ao segundo piso é facilitado por uma varanda contínua sustentada por arcaria. A escadaria externa, com três lanços de degraus, implanta-se nos topos.
A área de construção é de 2.834 metros quadrados.
O Quartel das Esquadras é um dos 16 imóveis inscritos na segunda fase do Revive, que integra atualmente 65 edifícios históricos por todo o país.
“Este programa tem por principal objetivo recuperar e valorizar património público devoluto e reforçar a atratividade dos destinos regionais”, contribuindo para “o seu aproveitamento económico e para a criação de riqueza e postos de trabalho para a região”, realça ainda o Turismo de Portugal, autoridade turística nacional.






