Interior do país “pode ser mais do que um destino de férias”

A Ministra da Coesão Territorial, Ana Abrunhosa disse hoje que o interior do país “pode ser mais do que um destino de férias” e pode ser a escolha para muitos que vivem nas grandes cidades.

“O nosso interior pode ser a escolha de muitos portugueses que já não encontram espaço, nem tempo e, muitos, nem vontade, de viver nas grandes cidades”, disse hoje a governante, no Sabugal, no distrito da Guarda, na sessão solene comemorativa do Dia do Concelho, que assinalou os 724 anos da atribuição do foral pelo rei Dom Dinis.

No seu discurso, Ana Abrunhosa referiu que os portugueses “podem trabalhar no Sabugal ou a partir do Sabugal para o mundo, como fizeram muitos durante as fases mais críticas da pandemia, refugiando-se na sua terra natal, na terra dos seus pais, na terra dos seus avós, recorrendo ao trabalho à distância”.

“Aproveitemos esta lição que nos veio de uma grande crise sanitária. O interior pode ser mais do que um destino de férias, pode ser o nosso lar”, exortou.

Disse ainda que o interior precisa “de boas infraestruturas e de boas comunicações para que mais gente possa fazer esta escolha, porque o resto, a qualidade de vida, as condições para criar uma família, já cá está”.

“E, por isso, este Governo e este Ministério [da Coesão Territorial] não desistem de trazer para estes territórios as condições, nomeadamente as condições de cobertura de banda larga fixa e móvel e todas as outras condições físicas que são tão fundamentais para tornar estes territórios mais atrativos e para que consigamos conter a diminuição da população que tanto caracteriza estes territórios”, sublinhou.

A ministra apontou, no entanto, que desenvolver os territórios do interior também depende da vontade de quem lá está e “de quem lida com as necessidades das populações” e de quem “ouve as suas angústias”.

“O nosso interior tem de ter orgulho em ser interior” e tem de, “cada vez mais”, usar as “armas da modernidade” relacionadas com o conhecimento e a tecnologia, rematou.

O presidente da Câmara Municipal do Sabugal, António Robalo, disse durante a sessão solene que, devido à pandemia causada pela covid-19, foi realizada uma “cerimónia simbólica”, quando o município pretendia realizar um ato dedicado à exaltação do poder local e de homenagem a todos os autarcas do concelho.

Na cerimónia, que foi presidida pela ministra Ana Abrunhosa, foram entregues medalhas e distinções a cerca de duas dezenas de funcionários da autarquia.

Segundo o autarca, 724 anos após a atribuição do foral pelo rei Dom Dinis, o futuro do concelho do Sabugal, situado junto da fronteira com Espanha, poderá passar pela floresta, pelo setor agroalimentar, pela aposta nas energias renováveis e pelo turismo, entre outras áreas.

“Temos que ir buscar aquilo que o território tem de melhor e mostrá-lo, e fazer com que olhos externos venham e possam dinamizar essas atividades”, disse.



Conteúdo Recomendado