Câmara da Guarda aprova orçamento de 43,5 ME para 2017

A Câmara da Guarda aprovou esta segunda-feira o orçamento municipal para 2017, no valor global de 43,5 milhões de euros, plano que é considerado realista e de rigor pelo seu presidente e criticado pela oposição socialista.

“É um orçamento marcadamente social, mas com uma forte tendência de apoio ao investimento”, referiu o presidente da autarquia, Álvaro Amaro, (PSD/CDS-PP), na reunião do executivo municipal onde o documento foi aprovado por maioria com os votos contra dos dois eleitos do PS.

Segundo o autarca, é um documento de “realismo”, “rigor” e de “responsabilidade”, que representa “um virar de página que perspetiva ao município da Guarda cada vez melhores condições”.

Álvaro Amaro sublinha que o orçamento, no valor global de 43,5 milhões de euros, incluindo 6,6 milhões dos Serviços Municipalizados, alivia a carga fiscal das famílias e das empresas do concelho, porque contempla a redução do Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI) e a diminuição em 02% das tarifas de água, saneamento e de resíduos sólidos urbanos.

Os dois vereadores do PS, Joaquim Carreira e Graça Cabral, votaram contra o orçamento para 2017 por ser “uma cópia dos anos anteriores” e por ser “mais do mesmo”.

Joaquim Carreira explicou que o documento continua a prever “um aumento significativo dos impostos diretos” e não apresenta “novidades nem inovação”.

“Aquilo que vemos e lemos é que falta investimento em economia reprodutiva”, disse o vereador socialista.

O autarca Álvaro Amaro refere na nota introdutória que “é um orçamento da responsabilidade política, do cumprimento ético da boa gestão dos fundos públicos, que reforça a confirmação de um trabalho de recuperação económico-financeira do Município da Guarda que volta, finalmente, a ter a notoriedade institucional face aos compromissos e obrigações perante as instituições, empresas e cidadãos”.

“Este é, por isso, um orçamento da reposição de credibilidade que consolida o trabalho notável que se fez em três anos. Mas que ambiciona continuar a investir nas opções fundamentais, nas várias áreas da governação pública, para uma Guarda mais forte, mais firme na sua capitalidade, mais competitiva, mais capaz, mais estimulante para as empresas e para as famílias”, remata.

A recuperação e remodelação das vias de comunicação urbanas e interurbanas, a regeneração urbana, a aposta nas áreas rurais com novas obras e repavimentação das vias e a revisão do PDM – Plano Diretor Municipal, são algumas das apostas para 2017.

O “reforço da Guarda como cidade educadora”, o apoio às famílias através da ação social escolar e o desenvolvimento de mais ações de natureza solidária e de combate à pobreza e exclusão social, são também intenções da autarquia.

Em 2017, o município da cidade mais alta do país também pretende reforçar o apoio às associações do concelho e apostar na cultura e na promoção de grandes eventos multidisciplinares com impacto em retorno económico e mais fluxos turísticos, como são a Feira Ibérica de Turismo, a Feira farta e a Guarda Cidade Natal.



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