Davide Appollonio vence sprint de Leiria

David Rodrigues foi 60º.


O italiano Davide Appollonio (Amore & Vita-Prodir) ganhou ontem, ao sprint, a primeira etapa da 81.ª Volta a Portugal Santander, uma viagem de 174,7 quilómetros, entre Miranda do Corvo e Leiria. Samuel Caldeira (W52-FC Porto), vítima de queda nos dois últimos quilómetros, mantém a camisola amarela.

A fase final da etapa foi eletrizante, marcada por uma queda coletiva, que envolveu, além de Samuel Caldeira, corredores como Joni Brandão (Efapel). Nos homens que sobraram na frente, após o acidente, a luta foi acesa. A vitória sorriu a Davide Appollonio, no regresso ao ativo após uma suspensão de quatro anos. Seguiram-se Daniel Mestre (W52-FC Porto) e Matteo Malucelli (Caja Rural-Seguros RGA), todos creditados com 4h47m07s (média de 36,508 km/h).

Antes da emocionante discussão ao sprint, a história foi diferente. O pelotão optou por pedalar placidamente no início da jornada, permitindo a fuga, logo ao quilómetro 5, de David Ribeiro (LA Alumínios-LA Sport), Gaspar Gonçalves (Miranda-Mortágua), Mathias Reutmann (Swiss Racing Academy) e Peio Goikoetxea (Equipo Euskadi). A diferença chegou a passar os 12 minutos, mas a W52-FC Porto colocou ordem na corrida, fazendo a desvantagem do pelotão cair para menos de 7 minutos.

Na última montanha do dia, a pouco mais de 70 quilómetros do final, quando era preciso começar a perseguir de forma mais intensa para garantir o sucesso da perseguição, os portistas usaram a mesma estratégia que já lhes vimos no Troféu Joaquim Agostinho: levantaram o pé para aumentar a diferença, na expectativa que outras equipas assumissem as despesas na altura em que o trabalho tinha de ser a doer para que fosse possível anular a fuga.

A Vito-Feirense-PNB respondeu à chamada e fez o pelotão aproximar-se decisivamente dos aventureiros da jornada. A ajuda da Caja Rural-Seguros RGA e da Euskadi Basque Country-Murias permitiu colocar ponto final na fuga a pouco mais de dois quilómetros da chegada, altura em que só resistiam na frente Gaspar Gonçalves e Mathias Reutmann.

A partir daí, a história é conhecida: susto com a queda e final ao sprint. Para as contas da geral, nada a assinalar. Samuel Caldeira mantém-se no topo, com o mesmo tempo do suíço Gian Frieseck (Swiss Racing Academy) e do galego Gustavo César Veloso (W52-FC Porto), segundo e terceiro, respetivamente.

Davide Appollonio passou a comandar a classificação por pontos. O basco Peio Goikoetxea aproveitou a fuga para vestir a camisola dos trepadores e o francês Thibault Guernalec (Team Arkéa-Samsic) permanece como melhor jovem. Por equipas manda a W52-FC Porto.

A segunda etapa coloca o pelotão, nesta sexta-feira, a cumprir a viagem mais longa da prova, 198,5 quilómetros, entre Marinha Grande e Santo António dos Cavaleiros, concelho de Loures. A chegada coincide com um prémio de montanha de quarta categoria, que reflete uma rampa de 1400 metros, com 8 por cento de inclinação média.

Etapas
31 de julho – Prólogo: Viseu – Viseu, 6 km (CRI)
1 de agosto – 1.ª Etapa: Miranda do Corvo – Leiria, 174,7 km
2 de agosto – 2.ª Etapa: Marinha Grande – St.º António dos Cavaleiros, 198,5 km
3 de agosto – 3.ª Etapa: Santarém – Castelo Branco, 181,3 km
4 de agosto – 4.ª Etapa: Pampilhosa da Serra – Torre, 145 km
5 de agosto – 5.ª Etapa: Oliveira do Hospital – Guarda, 158 km
6 de agosto – Descanso
7 de agosto – 6.ª Etapa: Torre de Moncorvo – Bragança, 189,2 km
8 de agosto – 7.ª Etapa: Bragança – Serra do Larouco, 156,2 km
9 de agosto – 8.ª Etapa: Viana do Castelo – Santa Quitéria, 156,6 km
10 de agosto – 9.ª Etapa: Fafe – Senhora da Graça, 133,5 km
11 de agosto – 10.ª Etapa: Vila Nova de Gaia – Porto, 19,5 km (CRI)

Pode consultar o percurso detalhado aqui.



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