Crise energética em Portugal acaba hoje, à meia-noite

A notícia foi avançada esta segunda-feira, de manhã, pelo primeiro-ministro.

Quem o garantiu foi o primeiro-ministro em visita, esta manhã, à Entidade Nacional para o Setor Energético (ENSE), em Lisboa.


Na mesma intervenção aos jornalistas, António Costa acrescentou que o país está em condições de, “se o Conselho de Ministros aprovar, a partir das 10h ter o fim dos postos REPA exclusivos para que todos os postos REPA possam vender ao público e elevar para 25 os litros” passíveis de serem abastecidos.


Questionado sobre se o Governo saiu vencedor da contenda, o Chefe de Estado sublinhou que o Executivo “não era parte no conflito” e, por isso, “não ganhou, nem perdeu”, mas antes “cumpriu a sua função de assegurar que o país respeitasse o direito à greve” ao mesmo tempo que “pudesse continuar a funcionar dentro da normalidade possível”.


A “vitória” frisou, pertence ao “país e à nossa maturidade”, pois apesar de termos vivido uma “greve que podia ter tido consequências muito graves, foi possível que o país se mantivesse em funcionamento sem que isso pusesse em causa o legítimo direito à greve”.


Nesta senda, destacou ainda o facto de, tanto as forças de segurança, como as forças armadas, terem desempenhados suas missões “sem nunca terem tido a necessidade de recorrer à violência”.


António Costa ainda não sabe quantificar os “custos” que a greve de sete dias teve no erário público, mas, referiu, o que tem “como certo é que as partes, depois desta situação de conflito, partirão amanhã para a reunião de trabalho com um espírito construtivo, como é essencial, porque toda a gente tem consciência que é fundamental voltar a evitar um conflito desta natureza”.

No final da reunião desta manhã, na entidade para o setor energético em Lisboa, o primeiro-ministro disse ainda que “toda a gente tem consciência que há problemas com as condições de trabalho dos motoristas que devem ser repostas, que é necessário assegurar as condições de competitividade das empresas e que, a melhor forma de o conseguir é através do diálogo social e da negociação coletiva”.

“Esta página está virada. Esperamos que a próxima página seja uma história mais feliz para todos”, rematou.




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