Covid-19: Sobe para três o número de mortes em lar de idosos do concelho de Pinhel

Um idoso de 90 anos morreu hoje no Hospital Sousa Martins (HSM), na Guarda, elevando para três o número de óbitos de utentes do lar da aldeia de Manigoto, Pinhel, com infeção pelo novo coronavírus.

Na mesma unidade de saúde faleceu, na quarta-feira, outro utente da instituição, um homem com 91 anos, que também tinha apresentado resultado positivo ao covid-19, segundo Daniela Capelo, vice-presidente da Câmara Municipal de Pinhel.

Um homem com 92 anos, também infetado pelo novo coronavírus, que recebia apoio domiciliário da mesma instituição da aldeia de Manigoto, morreu no dia 14, também no HSM, onde estava internado.

Daniela Capelo referiu hoje à agência Lusa que os três idosos, apesar de apresentarem resultado positivo à covid-19, “tinham muita idade e patologias antecedentes”.

Na Estrutura Residencial para Pessoas Idosas (ERPI) do Centro Social do Manigoto estavam, no dia 14,um total de 14 utentes e quatro funcionárias com teste positivo para o novo coronavírus, que provoca a covid-19/para o SARS-CoV-2, vírus da covid-19.

A vice-presidente do município de Pinhel disse que nesta altura “já há trabalhadoras recuperadas”, incluindo a diretora técnica que está ao serviço.

“As outras funcionárias infetadas aguardam a indicação do médico de família” para poderem regressar ao trabalho, indicou.

A responsável disse ainda à Lusa que os utentes que atualmente se encontram na instituição “estão estáveis, estão a receber todos os cuidados necessários e o lar tem o acompanhamento permanente” de um médico.

Segundo Daniela Capelo, o concelho de Pinhel, no distrito da Guarda, possui 87 casos ativos de infetados com o novo coronavírus (com referência ao dia de quarta-feira).

A pandemia de covid-19 já provocou mais de 1,1 milhões de mortos e mais de 41,3 milhões de casos de infeção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Em Portugal, morreram 2.276 pessoas dos 112.440 casos de infeção confirmados, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

Depois de a Europa ter sucedido à China como centro da pandemia em fevereiro, o continente americano é agora o que tem mais casos confirmados e mais mortes.



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