Covid-19: Figueira de Castelo Rodrigo apoia empresas e IPSS com 150 mil euros

O presidente da Câmara Municipal de Figueira de Castelo Rodrigo disse à agência Lusa que foi aprovado esta segunda-feira em reunião do executivo um apoio superior a 150 mil euros para o tecido empresarial e IPSS do concelho.

“Aprovámos hoje mais um pacote de medidas, à semelhança do que fizemos logo na primeira vaga da pandemia, para apoiar o nosso tecido empresarial, nomeadamente as micro e pequenas empresas do concelho, muitas delas do comércio”, adiantou Paulo José Langrouva.

À agência Lusa o autarca explicou que o plano de apoio passa por “atribuir o valor de um salário mínimo nacional (635 euros) a cada um dos empresários das micro e pequenas empresas que tenham tido quebras iguais ou superiores a 50%, e que façam prova disso, nos meses de novembro e dezembro face ao período homólogo do ano anterior”.

Um programa de apoio que já tinha sido utilizado aquando do primeiro estado de emergência e, para o qual, a autarquia criou um “bolo financeiro de 200 mil euros” e, agora, “porque não houve a obrigatoriedade de encerramento total das empresas, o bolo é menor, na ordem dos 125 mil euros”.

Ainda assim, explicou, “e desconhecendo o número de empresas que vai recorrer deste apoio a fundo perdido nesta segunda fase”, a decisão foi de diminuir o volume total de apoio, “sendo que a qualquer altura, caso seja necessário, esse valor será aumentado”.

“Acredito que desta vez o impacto não foi tão forte como em março e abril e, por isso, nem todas irão recorrer do nosso apoio, porque também são um complemento das medidas que o Governo já instituiu”, contou.

Para o presidente do município, “a autarquia não pode deixar definhar estas atividades económicas sob pena de definharem de vez”, ou seja, “isto é uma medida preventiva de tentar mitigar os problemas da pandemia” de covid-19.

“Ao mesmo tempo ajudamos o comércio, porque com estas pequenas ajudas, e apesar de serem pequenas, o setor consegue fazer face aos custos fixos como luz, telefone, água, rendas, são muitas as despesas e é uma forma do município apoiar estes empresários, porque são eles que geram a nossa riqueza no tecido empresarial”, defendeu.

Para além “deste estímulo aos empresários”, acrescentou Paulo José Langrouva, o município tem mais um pacote de 30 mil euros destinado às instituições particulares de solidariedade social (IPSS) do concelho e aos bombeiros voluntários de modo a apoiar nas despesas relacionadas com a pandemia.

“Têm tido custos e gastos excessivos com a compra de equipamentos de proteção individual. As pessoas nem imaginam que diariamente são utilizados nestas instituições. Alguns porque já tiveram casos positivos nas instituições e outros, porque têm de se acautelar na mesma o que se traduz em gastos exorbitantes”, considerou o autarca.

Neste sentido, Paulo José Langrouva sublinhou que “o município está disposto a dar um apoio complementar a estas instituições” para que possa “também contribuir para minimizar os impactos negativos” desta pandemia.



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